Nathalia Dill / Instagram

Em meio as vilanias de Fabiana, Nathalia Dill vem se divertindo interpretando a personagem em A Dona do Pedaço. Trabalhando pela primeira vez numa novela de Walcyr Carrasco, a atriz está feliz de poder dar vida a uma mulher tão complexa e dúbia.  Porém, a atriz já trilhou pelo caminho do mau em outras tramas.

Ela estreou como antagonista em Malhação (2007) e fez papéis com toques de maldade em Joia Rara (2013), Liberdade, Liberdade (2016) e Rock Story (2016). O romance com Rock (Caio Castro) não vai muito longe, já que o lutador vai descobrir que a amada não está nem um pouco interessada em construir uma família.

Em entrevista ao Área Vip, a atriz falou um pouco de como é interpretar essa personagem cheia de nuances no horário nobre e da parceira em cena com Malvino Salvador.

Como está sendo fazer essa vilã em A Dona do Pedaço?

Eu to muito feliz. Fiquei muito feliz com o convite porque eu sabia que ela era complexa, tem uma curva dramática muito interessante, ela é dúbia. E acho que desperta exatamente isso, sensações conflitantes no expectador. A gente não sabe se odeia, se ama, se diverte. Eu vejo muito pelas redes sociais os memes com ela. E fico feliz que a novela está tendo uma repercussão muito legal. Os personagens são interessantes, as ideias do Walcyr (Carrasco) reverberam de uma maneira muito grande, eu nunca tinha feito uma obra dele.

E o que você tem escutado do público?

Eu não tenho saído muito. Mas ouço muito me chamando de freirinha, sempre uma brincadeira relacionando ela com o convento.

E agora ela se aliou ao Agno nas vilanias.

Acho que isso que as pessoas gostam também, como o Agno também é perverso, ela acaba se tornando um pouco uma heroína por passar a perna em outro pilantra. Então, isso causa uma sensação dúbia.

Você conhece alguém assim?

Não e nem quero conhecer.

Você acha que ela tem amor pelo Rock de verdade?

Não sei, eu acho que ela é muito sozinha, ela não tem família, não tem com quem contar. Tanto que assim tem poucas cenas que dá pra ver a real dela. Como ela não tem ninguém pra desabafar, são poucas cenas que a Fabiana está sozinha e aí vem a verdade dela. Ela não é verdadeira com ninguém. São poucas as cenas que dá pra ver a Fabiana de verdade, são cenas que ela está sozinha e na briga com a Vivi deu pra sentir um pouco. E com o Rock, eu acho que ela gosta, ele conquistou ela de algum jeito, acho que eles têm uma parceria bonita, mas acho que não é o suficiente pra ela largar tudo e ficar com ele. Mas eu não sei mesmo.

E esse lance dela ser sobrinha da Maria da Paz?

Engraçado que tanto a Maria da Paz e a avó tem uma sensação quando a vê. A Fabiana não. Eu não sei muito a que isso se atribui. Talvez até por ela não estar em contato com os próprios sentimentos, não sei. Mas ela também era muito pequena, mas ela não tem essa sensação.

A personagem tem uma carga muito negativa, você tem algum cuidado depois que acaba as cenas mais pesadas?

Engraçado você perguntar isso, eu torci meu pé e eu acho que pode ter a ver também. Eu acho que a carga é densa. É uma reflexão e empatia totalmente diferente do que a gente preza. Mas eu não sei muito lidar com isso, não.

Você fez mais mocinhas que vilãs, que agora pega essa personagem no horário nobre. Como é isso pra você?

Eu fico muito feliz de poder ter essa variação no meu trabalho aqui dentro. Em Joia Rara eu fiz uma vilã. Em Liberdade Liberdade, a minha vilã era meio cômica, em Rock Story eram gêmeas, então tinha a mocinha e a vilã. E nenhum personagem é igual, também não considero todas as vilãs e mocinhas iguais. A função pode ser similar, mas a forma de fazer é diferente e como a Fabiana eu nunca fiz. Essa dubiedade, essa é uma trajetória nova pra mim. Acho que o próprio horário, o autor, me trouxe um presente bem diferente.

E ela é bem esperta pra uma pessoa que foi criada no convento, não é?

Pois é, eu não conheço pessoas que foram criadas no convento, mas eu não subestimo lugar nenhum. Eu estudei num colégio de freira brevemente, minha irmã estudou em um também. Mas ouvimos histórias por aí de todas as perversidades humanas, eu sei que a gente coloca o estereótipo… ela pode não saber pegar um ônibus, pegar o metrô, mas lidar com relações humanas eu acho que independe de onde ela foi criada. Se fosse um orfanato, por exemplo, talvez as pessoas não estranhassem tanto, porque tem a questão do abandono e tal, mas no convento também tem o abandono, o isolamento.

Mas ela usa o fato de ter sido criada no convento pra conquistar as pessoas. Em relação a Vivi, em nenhum momento ela tem esse sentimento de irmã?

É porque passou muito rápido. Mas tinha um apontamento leve (na infância), quando ela (Fabiana) ganha uma medalhinha, ela fala que queria uma boneca, muito sutil. Foram traços que não ficaram muito evidentes, mas que podem ter sido aumentados pelo fato dela ter sido criada no convento. Mas não sei se ela sente alguma coisa pela Vivi.

A Fabiana vai chegar a sentir ciúmes do Agno com o Rock?

É dúbio né? As vezes eu acho que ela provoca, outras cenas eu acho que ela demonstra ciúmes, eu acho que isso não se revelou ainda pra mim.

Você acha engraçado os memes com a Fabiana?

Eu acho legal, agora não tem mais ‘likes’, mas o engajamento tem sido grande. Os memes sobre a novela tem tido muito engajamento.

Você torce mais pra uma redenção ou é gostoso ver ela se levar a pior no final?

Os dois, eu não sei. Eu gosto de surpresa.

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