Nicolas Prattes (Globo/Raquel Cunha)
Nicolas Prattes (Globo/Raquel Cunha)

Em breve, Nicolas Prattes estará entrando em cena como o rebelde Alfredo na fase adulta em Éramos Seis.

Em um bate papo com o Área VIP, o ator contou sobre a torcida da avó, Maria, que sonhava ver o neto voltar a atuar em uma novela de época. “Tem uma coisa engraçada, porque a minha avó, antes de eu ser ator, ela queria que eu fosse ator pra fazer um trabalho de época. Porque, quando eu era pequeno, ela penteava meu cabelo pra trás, achava elegante e falava: ‘Você tem que fazer época!’.  E eu, de fato, estreei aqui com Terra Nostra, que era época. Fiz o filho da Ana Paula Arósio e do Thiago Lacerda, em 2000. Aí a minha avó falou: ‘Meu Francesquinho voltou! Que era o nome do meu papel em Terra Nostra”, diverte-se o ator.

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Acostumado a viver mocinhos desde que estreou em ‘Malhação – Seu Lugar no Mundo’,  em 2015, desta vez o ator vem com outro desafio de ser um rebelde. “Ele não é o mocinho. Se tiver algum mocinho na história é o Carlos (Danilo Mesquita), e o Alfredo é exatamente o antagonista disso. Ele é o ‘anjo torto’. Eu amo contradições, e nada mais contraditório que o Alfredo”, define.

Porém, Alfredo não será nenhum vilão. “Quando ele era criança, ele aprontou tantas coisas que, quando esse cara cresce, as pessoas falam: ‘isso aí não vai durar uma semana em casa’. E o único motivo de ele continuar nessa casa é porque ele ama aquela mãe de uma maneira que transcende qualquer obstáculo que ele tenha dentro dele. A mãe é como se fosse uma santa pra ele. Então esse amor justifica tudo”, analisa.

O filho de Lola (Glória Pires) aparecerá com um bigodinho. E a sugestão foi do próprio ator, que na verdade mudou de personagem no meio do caminho.  “A família inteira usa, mas na verdade o bigode eu deixei, pois seria do Carlos. Quando houve a troca de personagens, eu permaneci com o bigode”, lembra. Para Nícolas, o personagem é uma espécie de alter ego de Julio (Antonio Calloni).  “O Alfredo, pra mim, é meio que o alter ego do pai, que usa bigode”. O visual foi uma sugestão do próprio ator ao diretor Carlos Araújo, que acabou aceitando o argumento e deixou os três irmãos com o bigode. “O Carlinhos  queria tirar o meu bigode, porque o Carlos precisava soar mais velho que eu… Aí eu falei: ‘Carlinhos, mas e o Júlio? Você não acha que a poesia é que eles são farinha do mesmo saco?’ Ele falou: ‘Rapaz, você tem razão’.  Aí continuei e acabou que o Julinho  (André [Luiz Frambach) e o Alfredo também vão estar de bigode”, conta.

Nicolas ficou surpreso com a repercussão do novo remake da novela mesmo antes da estreia e procurou assistir um pouco das versões anteriores. “Eu fui atrás disso logo que soube que era um remake.  O primeira arquivo que tem é da Tupi (1977), e mesmo assim são poucos, mas do SBT tem bastante. Então eu procurei assistir a tudo que tinha. Eu vi a do SBT praticamente inteira, porque existe bastante conteúdo”, confessou o ator, que elogiou a trama. “E é uma história que se explica por que fez tanto sucesso. Porque fala muito sobre família, e você vê que família é igual desde 1930. Os problemas, os conflitos, o jeito que ama, o jeito que briga porque ama, o afeto, a forma como o tempo molda essas relações… Eu procurei entender o porquê desse ‘bafafá’ todo em cima dessa novela”, comemora.

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Além de frisar que Alfredo é o alter ego do pai na trama, Nícolas define o personagem como uma pessoa acelerada.  “Ele é esse cara que não está no mesmo batimento cardíaco que os outros personagens, porque vai de encontro a tudo o que acreditam. As pessoas querem que ele seja uma coisa e ele não quer ser essa coisa. Na verdade, mesmo se ele quisesse, ele não conseguiria. Ele é um cara que poderia ter um déficit de atenção na escola, porque não consegue ficar parado, não consegue entender a professora. A mãe dele não entende isso, o pai não entende isso, e ele se sente incompreendido o tempo inteiro. E essa incompreensão gera nele quase um sentimento de autodestruição. Como se dissesse: ‘já que eu não consigo, eu vou pra outros caminhos’. E ele começa a fazer uma série de coisas que vão realmente consumindo ele por dentro e consumindo todo mundo. É daí que saem a maioria dos conflitos desse personagem”, analisa o ator.



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