
O humorista Danilo Gentili foi condenado pela Justiça de São Paulo por calúnia e difamação contra o padre Julio Lancellotti, devido a publicações ofensivas e com conotação homofóbica nas redes sociais, incluindo montagens feitas com inteligência artificial.
Julio afirmou ao UOL News do Canal UOL que foi “doloroso” ser atacado e considerou a decisão judicial como “pedagógica”, destacando a importância de limites para a liberdade de expressão quando esta se torna ofensiva e destrutiva.
Júlio relatou sofrer ataques orquestrados, muitas vezes vindos de perfis falsos ou robôs, e disse que encaminha provas às autoridades. Ele acredita que a responsabilização judicial pode inibir novas agressões, especialmente diante da proliferação de deepfakes e fake news.
Gentili teria reiterado ofensas durante a audiência. Houve oferta de R$ 8 mil para que o padre retirasse a ação, mas ele recusou e decidiu seguir com o processo. O valor da indenização de R$ 10 mil será destinado à Pastoral do Povo da Rua e aos pobres.
Apesar de restrições impostas por Dom Odilo Scherer, como a proibição de transmitir missas online, o padre afirmou que continua diariamente seu trabalho com pessoas em situação de rua, partilhando pão e apoio emocional.
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“Sempre é doloroso ser atingido, seja de forma humorística ou de qualquer outra forma, de forma pejorativa, de forma ácida, de forma a destruir a pessoa. A liberdade de expressão não significa falar o que quer, na hora que quer, do jeito que quer. Nós precisamos ter um parâmetro de respeito à dignidade humana, de respeito aos direitos humanos. Eu recebo essa decisão da Justiça com serenidade, achando que é importante pedagogicamente que a própria Justiça e os meios de comunicação vão se moldando a uma forma de expressão que seja livre, mas que não seja destrutiva, ofensiva e de forma negativa para destruir, atingir a dignidade da pessoa“, desabafou o sacerdote de Cristo.
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