Ricardo Pereira (Globo/Raquel Cunha)
Ricardo Pereira (Globo/Raquel Cunha)

No ar como Almeida em Éramos Seis, Ricardo Pereira já é quase um brasileiro nato. Natural de Portugal, o ator já faz trabalhos no Brasil desde 2004 e até o sotaque já está bem abrasileirado.

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Em um bate papo com o Área Vip, o ator falou que já se sente em casa no Brasil. “É uma loucura. O artista não vive sem público,  eu sempre friso isso. No teatro, no cinema, na televisão, você sempre se prepara pra entregar uma atuação e obviamente pra ter repercussão, respaldo, do que as pessoas acharam. O carinho que a gente recebe, as mensagens, as críticas,  que são boas também, pra você evoluir. Isso é superbacana, ter essa interação com o público. É uma das coisas boas de ser artista”, comemora.

Há 15 anos no Brasil, Ricardo estreou na novela Como Uma Onda e  confessa que passou muito rápido. “Eu vim em 2004. Quem ama viver não gosta que a vida passe rápido, mas quando passa rápido é sinal de que você viveu intensamente e aproveitou todos os momentos. Acima de tudo, foi, tem sido e continuará sendo incrível, maravilhoso. E o acolhimento que eu tive da parte de todos, sempre, foi sempre muito bacana, me senti em casa”, acrescenta.

Casado com a também atriz portuguesa Francisca Pinto, o ator tem três filhos – Vicente, 7 anos, Francisca, 5, e Julieta, 2 -,  que nasceram no Brasil.  A família não tem planos de voltar para a terra natal. “A gente realmente está em casa aqui. Acho que você tem que estar onde você está realizado. E, como eu visito muitas vezes Portugal, acabo matando essa saudade de quem está lá. Claro, eu tenho saudades de muitas coisas. Mas tento manter esse link sempre, faço vários trabalhos de parceria Brasil-Portugal, principalmente na cultura. Tenho essa troca que me permite matar um pouquinho essa saudade. Mas, definitivamente, o futuro será por aqui”, garante o ator, que já morou em vários países e nunca se apaixonou tanto antes. “Acho que isso foi fundamental. Como eu morei em outros países, eu tive uma bagagem de vida de me adaptar facilmente, de entender cada lugar. Sempre adorei culturas diferentes, e essa (no Brasil)  talvez seja mais próxima da minha do que a de outros lugares onde eu morei”.

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No novo trabalho em Éramos Seis, Ricardo tem o desafio de dar vida a um homem desquitado no início do século passado. “Era uma coisa seríssima.  Era o meu grande medo, porque eu tinha que ter a noção de que esse desquite, na época, ia ser a sombra do Almeida durante grande parte da novela”, conta.  O estado civil acabou impedindo o romance entre Almeida e Clotilde (Simone Spoladore) na primeira fase da novela. “A Clotilde o rejeita um pouco por causa disso, e é legítimo também o pensamento dela… Esse desquite realmente teria que atrapalhar a vida dos dois, mas especialmente a vida social do Almeida. Seria algo que iria persegui-lo sempre e ele teria que carregar isso”, define.

Já com a vida aparentemente refeita na segunda fase da novela, Almeida terá novamente que lidar com essa paixão por Clotilde. “O fato é que a Clotilde não o quis, o tempo passa, vai a vida dele, passam dez anos e ele vai acabar encontrando outra pessoa que aceita o estado dele. Isso pra ele é muito importante: não só ser aceito, mas também constituir um lar pra poder receber os filhos, coisa que pra ele era muito importante. Então ele se juntou  com outra mulher e vai viver uma vida com ela. Até que a Clotilde resolve reaparecer  e vem mudada, vem mais determinada, querendo esse homem pra valer”, analisa  ator, que na trama vive um relacionamento com  Natália (Marcela Jacobina),  que o aceitou apesar de o homem ser desquitado. “Quando eles se veem dez anos depois, obviamente, tem alguma coisa ali que os aproxima. Mesmo assim, o Almeida não pensa em deixar a pessoa com quem ele está. Mas a Clotilde insiste, o que é o mais bacana disso. Existe um empoderamento nela agora”, adianta.

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O que vai acontecer daí pra frente, Ricardo faz mistério, já que apesar de baseada no livro que inspirou diversas versões, novela é sempre uma obra aberta. Sobre as versões anteriores, o ator conta que chegou a ver um pouco das outras histórias no início, mas prefere compor o seu próprio Almeida. “Eu olhei muito no começo, agora confesso que nem tanto. Inclusive, eu não lembrava que já tinha passado em Portugal,  acho que foi na RTP… Foi uma novela que fez muito sucesso por lá (Em 1994). Mas fiz uma pesquisa muito intensa sobre o período, principalmente quando percebi a intensidade dessa coisa do desquite. A gente chega à conclusão de que era quase uma doença. Depois, assisti a muita coisa de época, pra contextualizar e principalmente pra tirar esse lado contemporâneo que nós acabamos por ter na nossa vida, no nosso dia a dia, e que não seria bom de trazer pra novela”, analisa.



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