
A Polícia Federal constatou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia ao publicar uma mensagem em que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro nas redes sociais.
O relatório final da investigação foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tramita, para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia. No relatório, a PF afirma que a postagem feita por Flávio no X (antigo Twitter) extrapolou os limites da crítica política e configurou falsa imputação de crimes ao presidente da República.
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A investigação teve como foco uma publicação feita em janeiro deste ano, na qual o senador compartilhou uma montagem com uma fotografia do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada da frase “CAYO MADURO – CAPTURADO”, ao lado de uma imagem de uma reportagem com a manchete “Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”.
Na legenda, Flávio escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.
Para a Polícia Federal, a mensagem deixa claro que o senador fazia referência ao instituto da colaboração premiada ao afirmar que Lula “será delatado”, sugerindo que o presidente teria participado dos crimes listados na sequência da publicação.
“Tendo em vista o teor da postagem (…), fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por Nicolás Maduro e que, no entendimento do senador, os crimes pelos quais o presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, afirma o relatório.
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Segundo os investigadores, não há dúvidas de que a publicação imputou falsamente ao presidente o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, todos previstos na legislação penal brasileira.
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