
O ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) classificou como uma ‘farsa incriminatória’ o pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça para apurar a suposta relação dele com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Em manifestação encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, Alexandre de Moraes ainda acusou o colega de agir de forma ‘covarde’ e ‘desesperada’, com finalidade ‘político-eleitoral’.
Vale lembrar que o plenário do Supremo Tribunal Federal se reúne nesta terça-feira, 15 de setembro, para analisar se deve ser aberta uma investigação contra Moraes.
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A apuração está relacionada a informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações sobre o Banco Master. Relatórios da PF apontaram que Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes para pedir intervenção em favor da instituição financeira e ajuda para evitar medidas contra o banco.
Defesa de Alexandre de Moraes
Na defesa apresentada no processo, Alexandre de Moraes nega qualquer diálogo com Daniel Vorcaro e afirma que nunca enviou mensagens ao empresário. De acordo com o ministro do STF, a tentativa de vinculá-lo ao caso se baseia em anotações encontradas no bloco de notas do celular de um terceiro.
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Moraes afirma que 47 das 52 notas analisadas pela PF não foram localizadas em conversas do WhatsApp. Para o ministro, utilizar essas anotações para atribuir a ele qualquer conduta ilícita representaria uma tentativa de responsabilização sem prova direta de sua participação.
“O ilegal direcionamento da investigação contra Ministro do Supremo Tribunal Federal iniciou-se antes da ilegal determinação oficial de investigação de ofício com a instauração da PET 16662, que foi um ato covarde, desesperado e com finalidade político-eleitoral em virtude da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República jamais apontarem a presença de qualquer indício de prática de atividades ilícitas pelo Ministro Alexandre de Moraes“, diz a defesa.
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