
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na manhã desta terça-feira, 08 de setembro, o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).
De acordo com o ministro, a medida é temporária e tem como objetivo evitar possíveis interferências nas investigações em andamento. A decisão também determina o afastamento de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação. Costa e Rodrigues ainda não se manifestaram sobre a decisão!
O ministro André Mendonça afirma que há indícios de que os dois dirigentes tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades.
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De acordo com um documento enviado à Justiça, seis relatórios de inteligência foram produzidos entre 3 e 31 de agosto. Os materiais analisaram atos e decisões de autoridades que exercem funções no Judiciário, na Advocacia Pública e na polícia judiciária.
Mendonça afirma que ele próprio foi monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e classificou o acompanhamento como ilegal. Além dos afastamentos, o ministro proibiu a produção, preparação ou compartilhamento de novos relatórios.
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O que envolve o caso?
Vale ainda destacar que o caso também envolve pedidos apresentados pelo Partido Novo, que solicitou medidas para preservar as investigações e o afastamento de Andrei Rodrigues. No dia 03 de setembro, a legenda pediu ainda a prisão preventiva do diretor-geral, citando supostas novas evidências de participação em uma rede de influência ligada a Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master.
O afastamento, segundo André, busca impedir o uso das prerrogativas, dos acessos, dos sistemas e das relações institucionais vinculadas ao cargo para interferir nas apurações.
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