
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em agosto de 2026 que não consegue entender a dinâmica financeira do Corinthians e sugeriu à Caixa Econômica Federal a criação de um programa de renegociação de débitos para clubes de futebol, nos moldes do programa Desenrola.
Em entrevista à Record, o presidente Lula declarou que o Corinthians acumulou uma dívida inicial de cerca de R$ 400 milhões, aparentou pagar R$ 1,075 bilhão e continua devendo por volta de R$ 600 milhões, questionando onde estaria o erro administrativo do clube sobre a quitação da Neo Química Arena.
“Se tiver que ter intervenção e for provado que têm intervenção, que tenha. Eu não sou contra essas coisas. Mas tem que provar. O Corinthians tem que provar à sociedade essa dívida dele que é interminável. Onde está o erro? Quem errou? Quem não pagou? Porque se você já pagou R$ 1,075 bilhão e ainda deve R$ 600 milhões, essa dívida vai chegar a quase que R$ 1 trilhão“, afirmou.
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“É importante que seja uma coisa seletiva. É má administração. Você está pagando salário que não é condizente com a realidade desse país. Vamos ser francos. Você está pagando salário que não é condizente com a realidade desse país“, completou.
MP abre investigação
Agora, de acordo com a Record, o órgão abriu procedimento para averiguar o caso após receber uma representação que aponta suposta divergência de R$ 255,75 milhões nos cálculos. Esse documento foi formulado a partir de documentos públicos analisados por Anísio Costa Castelo Branco, que se apresenta como perito criminal investigador.
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O promotor Cássio Conserino, responsável por outras investigações relacionadas ao Corinthians, abriu um procedimento administrativo preparatório para apurar o caso e determinou a realização de uma perícia detalhada sobre os cálculos da dívida da arena. A Caixa e o Timão ainda não se manifestaram.
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