
Nesta quarta-feira (23), a Polícia Civil do Ceará afirmou que Isabelle Caracristi, de 22 anos, se jogou do terraço do condomínio La Piazza, onde morava há poucas semanas com o namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos. O advogado foi preso na terça-feira (22) acusado de ter induzido a estudantes ao suicídio e violência psicológica.
“A conclusão do nosso laudo pericial criminal é de que houve uma precipitação voluntária do rooftop, de onde ela caiu na posição vertical. Há uma câmera (do condomínio) que corrobora essa dinâmica”, declarou Júlio Torres, perito geral da Perícia Forense do Ceará.
As autoridades ressaltaram ue ainda realizam diligências para descartar completamente a participação de terceiros no caso.
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A polícia também informou na coletiva de imprensa que não havia câmeras de segurança no rooftop nem na escada de acesso à cobertura. Segundo o Diário do Nordeste, o equipamento que gravou a queda do corpo estava no hall da piscina do edifício. Torres disse que foram analisados mais de 700 vídeos de outras câmeras do condomínio mas nenhuma alteração foi detectada.
Violência psicológica
O crime de induzimento ao suicídio está previsto no artigo 122 do Código Penal, que o detalha como “Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça”, e tem como pena prevista prisão de seis meses a dois anos.
O crime de violência psicológica foi instituído no artigo 147-B, e ele é tipificado como causar dano emocional à mulher, que prejudique o seu desenvolvimento ou que vise controlar suas ações e comportamentos, com ameaças, constrangimentos, humilhações e manipulações. A pena também varia de 6 meses a 2 anos de prisão, mas no caso da violência psicológica, o réu deve pagar multa, se a conduta não constituir crime mais grave.
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“A prisão (de João Munhoz Neto) foi representada para verificar a conduta de induzimento ou instigação ao suicídio. Investigamos se houve auxílio, o que levou a esse momento, se mais alguém estava no ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, quando saiu, quando retornou e onde esteve. As informações técnicas descartam ou corroboram linhas investigativas, mas, sob a perspectiva de gênero, não descartamos nada”, completou o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez.
Neto era casado com outra mulher quando começou a namorar Isabelle, conforme confirmou a advogada de defesa dele, Lígia Peixe, ao g1. Ele se casou em janeiro de 2025. Em depoimento antes de ser preso, nesta segunda-feira, ele afirmou que é “formalmente casado, mas estava separado de fato e em processo de divórcio” e disse que o terminou o relacionamento cerca de 15 dias antes de começar a namorar a jovem.
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