
O endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras continuam em níveis elevados, mas começaram a cair e registraram nova queda em outubro, sinalizando uma leve melhora no quadro financeiro das famílias.
O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida chegou a 81,6% em outubro de 2026, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Esse é o segundo mês consecutivo de queda, após o índice ter sido de 81,7% em setembro.
Apesar da redução mensal, o endividamento continua acima do registrado em outubro de 2025, quando estava em 79,5%, uma diferença de 2,1 pontos percentuais.
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A inadimplência também caiu, passando de 29,6% para 29,3% entre setembro e outubro, retornando ao mesmo nível observado em janeiro deste ano.

O levantamento considera dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado, carnês de loja e financiamentos de veículos e imóveis.
Por faixa de renda, o endividamento ficou em:
Até 3 salários mínimos: 84,5% (-0,1 p.p.)
De 3 a 5 salários mínimos: 83,3% (estável)
De 5 a 10 salários mínimos: 79,3% (+1,4 p.p.)
Acima de 10 salários mínimos: 71,5% (-0,4 p.p.)
A queda ocorre meses após o lançamento do Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0), programa do governo federal voltado à redução do endividamento da população.
O governo federal publicou uma portaria convocando bancos, instituições financeiras e fundos de investimento a participarem da 3ª fase do Programa Desenrola (Desenrola 3.0). As instituições terão cinco dias úteis para informar quais dívidas pretendem oferecer para renegociação.
Diferentemente das versões anteriores, o Desenrola 3.0 prevê que a União compre carteiras de dívidas antigas para depois permitir a renegociação com os consumidores.
O Ministério da Fazenda estima que os credores possam apresentar cerca de R$ 90 bilhões em dívidas nessa primeira etapa. Como o programa exige desconto mínimo de 90%, o custo potencial para o governo seria de até R$ 9 bilhões.







