
O ministro do STF Gilmar Mendes comparou a condução do Caso Master por Mendonça à Lava Jato, destacando “muitos vazamentos”, quebra de sigilo de conversas íntimas e prisões de familiares de Daniel Vorcaro.
As declarações foram feitas durante participação de Gilmar Mendes no programa da TV Cultura Roda Viva.
Gilmar relembrou que defendeu prisão domiciliar para Henrique Vorcaro e medidas cautelares para Felipe Vorcaro, mas foi voto vencido na Segunda Turma. O pronunciamento intensificou a tensão no Supremo, especialmente após a troca de relatoria do inquérito do Banco Master de Dias Toffoli para André Mendonça.
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Gilmar acusou Mendonça de cometer um “erro crasso” ao participar de tratativas sobre delação seletiva de Daniel Vorcaro, algo que a lei não permite ao relator ou juiz. Ele alertou para o risco de medidas penais funcionarem como instrumento indireto de pressão, lembrando práticas da Lava Jato como prisões provisórias de parentes para forçar acordos.
O caso expôs divergências entre Gilmar Mendes e André Mendonça, com o decano insistindo que o STF precisa de métricas para evitar repetir excessos do passado.
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“André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. Aqui já há uma impropriedade, porque a lei não permite que o relator participe ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui já há algo de erro crasso”, detonou.
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