
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) informou que acionará a Polícia Federal para investigar a invasão à plataforma da Defesa Civil Alerta, responsável pelo envio de notificações emergenciais à população. O episódio aconteceu na madrugada deste sábado (20).
O sistema foi retirado do ar preventivamente durante a madrugada após um acesso indevido provocar o disparo de uma mensagem falsa para celulares em diversas regiões do país. Em nota, o MIDR afirmou que tomará as providências necessárias para restabelecer o funcionamento da plataforma apenas quando todas as condições de segurança forem garantidas. O objetivo é impedir novos acessos indevidos e preservar a confiabilidade do sistema utilizado para avisar a população sobre desastres naturais e outras ocorrências graves.
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O episódio mobilizou órgãos estaduais de Defesa Civil. Em São Paulo, o governo informou que não foi responsável pelo envio da mensagem e destacou que não havia qualquer situação que justificasse um alerta extremo no estado. A administração paulista acrescentou que acionou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e os demais órgãos envolvidos na operação da ferramenta para apurar o incidente.
No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também esclareceu que o aviso não partiu de seus sistemas e atribuiu o problema a uma falha na plataforma nacional. O órgão ressaltou que não existia qualquer risco relacionado a desastres naturais que justificasse uma comunicação emergencial aos moradores fluminenses.
Segundo nota oficial da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a plataforma foi desativada por volta da 1h30, depois que um alerta extremo foi enviado remotamente por alguém “alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil”. A principal hipótese do governo é a de um ataque hacker.
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A mensagem enviada aos usuários continha apenas a palavra “misantropia”, em alguns aparelhos escrita como “misantropi4”, e foi classificada como “Alerta Extremo”, categoria reservada para situações de risco iminente à vida, como enchentes, deslizamentos e tempestades severas. O conteúdo não tinha qualquer relação com protocolos oficiais de emergência, o que levantou suspeitas imediatas sobre a autenticidade do disparo.
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