Ministra Cármen Lúcia diz estar ‘envergonhada’ e pede perdão do Brasil

'Peço desculpas ao povo brasileiro'!

Fernando Melo
Fernando Melo
Colunista sobre o mundo da TV, celebridades, influencers e personalidades da mídia em geral, atuante no segmento desde 2012, com passagens por diversos sites. No Área VIP, além de colunista, é coordenador de redação.
Cármen Lúcia
Cármen Lúcia – Foto: Reprodução/STF TV Justiça

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou a sessão para pedi desculpas ao povo brasileiro pela crise na Suprema Corte, a duas semanas das eleições nacionais, pois o país não deveria estar voltado a questões do Supremo neste momento.

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Durante a sessão, Cármen Lúcia declarou: “Quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente. Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais, em parte com muita expressão e com questões graves mesmo“, lamentou a ministra.

Eu peço desculpa ao povo brasileiro que esperava uma postura diferente“, diz Cármen. “Houve uma espetacularização destes casos, desta sessão“. A ministra afirmou que o Supremo não garantiu ‘o rigor e a serenidade’ que, em seu ‘papel de cidadã e de juíza, deveria ter, talvez, ajudado mais a promover’. Cármen Lúcia disse que o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e o Supremo gerou intranquilidade.

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Cármen Lúcia ainda afirmou que se sente entristecida com a situação no país e que não sofre pressão dentro ou fora do STF por determinado voto. “Precisamos da independência necessária para continuarmos a ser juízes“.

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STF interrompe sessão sem definição sobre como julgará casos de Moraes e de Mendonça

A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira, 15 de setembro, foi encerrada sem uma definição sobre como serão julgados os casos do ministro Alexandre de Moraes e André Mendonça.

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O presidente do STF, Edson Fachin, foi contra Gilmar. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes seguiram Gilmar Mendes, enquanto André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia acompanharam Fachin, o que deixou o placar empatado em 4×4. No entanto, Flávio Dino pediu vista e seu voto foi desconsiderado, deixando o placar em 4×3 contra juntar as análises.

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