
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou a sessão para pedi desculpas ao povo brasileiro pela crise na Suprema Corte, a duas semanas das eleições nacionais, pois o país não deveria estar voltado a questões do Supremo neste momento.
Durante a sessão, Cármen Lúcia declarou: “Quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente. Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais, em parte com muita expressão e com questões graves mesmo“, lamentou a ministra.
“Eu peço desculpa ao povo brasileiro que esperava uma postura diferente“, diz Cármen. “Houve uma espetacularização destes casos, desta sessão“. A ministra afirmou que o Supremo não garantiu ‘o rigor e a serenidade’ que, em seu ‘papel de cidadã e de juíza, deveria ter, talvez, ajudado mais a promover’. Cármen Lúcia disse que o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e o Supremo gerou intranquilidade.
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Cármen Lúcia ainda afirmou que se sente entristecida com a situação no país e que não sofre pressão dentro ou fora do STF por determinado voto. “Precisamos da independência necessária para continuarmos a ser juízes“.
STF interrompe sessão sem definição sobre como julgará casos de Moraes e de Mendonça
A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira, 15 de setembro, foi encerrada sem uma definição sobre como serão julgados os casos do ministro Alexandre de Moraes e André Mendonça.
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O presidente do STF, Edson Fachin, foi contra Gilmar. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes seguiram Gilmar Mendes, enquanto André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia acompanharam Fachin, o que deixou o placar empatado em 4×4. No entanto, Flávio Dino pediu vista e seu voto foi desconsiderado, deixando o placar em 4×3 contra juntar as análises.
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