
A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram a Operação Ifrit para combater uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
Trata-se de uma grande operação da PF contra uma rede criminosa internacional ligada ao tráfico e a facções, com suspeitas de envolvimento de agentes das forças de segurança e atuação na fronteira entre Brasil e Paraguai.
A investigação aponta que o grupo tem ligação com facções criminosas, incluindo o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC (Primeiro Grupo Catarinense), e seria liderado por um núcleo familiar.
Entre os investigados estão policiais civis, policiais militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal, suspeitos de participação ou apoio às atividades da organização.
Operação da PF
A operação ocorre em sete estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 26 mandados de prisão (25 preventivas e 1 temporária), além de medidas de monitoramento eletrônico e do afastamento de três policiais civis de suas funções.
Segundo a PF, a organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Paraguai), mas mantinha ramificações em diversos estados brasileiros.
As investigações indicam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os entorpecentes abasteciam o mercado brasileiro e também eram enviados para a Europa, especialmente para Espanha e Portugal.
O grupo também é investigado por crimes como sequestros, torturas, atentados e homicídios, utilizando armamento pesado e veículos blindados para controlar territórios e intimidar rivais.







