
Entre janeiro e maio de 2026, São Paulo registrou 107 ocorrências contra carros elétricos e híbridos, mais que o dobro do mesmo período de 2025 (53 casos), um crescimento de 101%, de acordo com dados oficiais do Ituran.
Informações de Eduardo Passos no UOL. O número de veículos eletrificados no Brasil cresceu 71,7% no mesmo intervalo, passando de 445,9 mil para 765,9 mil unidades.
O crescimento da frota de elétricos no Brasil trouxe junto uma explosão nos furtos e roubos, motivados principalmente pelo alto valor das baterias no mercado ilegal. Isso já está impactando consumidores com seguros mais caros e maior risco de perda.
Em São Paulo, 85% das ocorrências em 2026 foram furtos, contra apenas 15% de roubos. No Rio, a frequência de sinistros em elétricos e híbridos plug-in chegou a 3,85% da frota segurada, quase o dobro dos carros a combustão.
O principal atrativo para quadrilhas é a bateria de alta tensão, que pode custar até metade do valor do carro. Exemplos:
- BYD Dolphin: reposição acima de R$ 70 mil
- Renault Kwid E-Tech: entre R$ 40 mil e R$ 50 mil
Baterias usadas são vendidas em marketplaces por menos de 20% do valor de tabela, sem comprovação de origem. Não é viável retirar a bateria na rua, já que ela pesa entre 300 e 500 kg e exige ferramentas específicas. Por isso, os criminosos roubam o carro inteiro e desmontam em galpões clandestinos.
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O aumento dos sinistros já reflete nas apólices, que estão ficando mais caras para veículos eletrificados em comparação aos a combustão.
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