
O ministro Flávio Dino, que não esquece de ninguém, autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, atendendo a pedido da Polícia Federal. A suspeita envolve tráfico de influência em contratos da empresa de tecnologia 3Structure IT, que soma R$ 55,7 milhões em negócios com o governo federal.
Além disso, Dino autorizou um segundo inquérito para apurar vazamentos ilegais de dados sigilosos em investigações, também solicitado pela PF. Essa medida coincide com uma demanda da defesa de Lulinha, que alegava divulgação irregular de informações protegidas.
A autorização ocorreu menos de 24 horas após Dino ser sorteado relator do caso, tornando-se o segundo ministro do STF a deferir pedidos contra Lulinha em poucos dias.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que recebeu a notícia “com absoluta tranquilidade” e que Lulinha se colocará à disposição das autoridades para prestar depoimentos. Ele reforçou que não há relação direta ou indireta com irregularidades e criticou o que considera uma instrumentalização política da Polícia Federal.
A defesa também alertou para o risco de setores da PF interferirem no processo eleitoral de 2026, trazendo insegurança ao pleito. “Nós não podemos permitir que setores da Polícia Federal instrumentalizados por interesses políticos e eleitorais interfiram no processo eleitoral de 2026, trazendo insegurança para o pleito ou fatores externos que nada têm a ver com a disputa que se avizinha”, disse Marco Aurélio de Carvalho.
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