
Aos 94 anos, o Cacique Raoni enfrenta um quadro delicado: foi diagnosticado com um câncer agressivo no aparelho digestório, especificamente um adenocarcinoma pouco diferenciado.
Informações do Instituto Raoni. Por conta da gravidade e da idade avançada, encontra-se em cuidados paliativos, recebendo atenção médica constante e assistência domiciliar junto à família em Peixoto de Azevedo (MT). O objetivo não é mais a cura, mas sim o alívio dos sintomas e a preservação de sua dignidade e conforto.
O Cacique Raoni atravessa um momento delicado de saúde, mas está cercado por cuidados médicos, espirituais e familiares. Sua trajetória, marcada por quase sete décadas de luta, permanece como um farol de resistência e inspiração para a defesa dos povos indígenas e da floresta amazônica.
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Em 2026, ele passou por diversas internações, algumas de emergência, que exigiram inclusive transferência aérea para hospitais de referência em São Paulo.
Ele foi submetido a uma cirurgia paliativa chamada gastroenteroanastomose, destinada a contornar a obstrução intestinal causada pelo tumor e permitir a alimentação.
Raoni enfrentou complicações sérias como pneumonia aspirativa, infecções, episódios de desidratação e hemorragia digestiva, que fragilizaram ainda mais seu estado clínico.
Apesar das dificuldades, permanece cercado por uma equipe multidisciplinar que busca estabilizar seu quadro e oferecer qualidade de vida.
O tratamento atual privilegia o controle da dor, a manutenção da alimentação e o bem-estar emocional. Além da equipe médica — composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas — há também o acompanhamento de pajés e lideranças espirituais, respeitando sua cultura e crenças.
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O Instituto Raoni, familiares, instituições públicas e parceiros nacionais e internacionais estão mobilizados para garantir que o cacique receba toda a assistência necessária.
Raoni é uma das vozes mais respeitadas do movimento indígena mundial. Desde os anos 1960, dedicou-se à defesa dos povos indígenas e da floresta amazônica.
Participou ativamente da Constituinte de 1988, que garantiu direitos fundamentais aos povos originários.
Foi protagonista no Encontro de Altamira (1989), marco da resistência contra a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia.
Estabeleceu diálogos internacionais com líderes políticos, artistas e organizações ambientais, tornando-se símbolo global da luta pela preservação da biodiversidade.
Esteve presente em momentos simbólicos da política brasileira, como a posse presidencial de 2023, reforçando sua papel como referência moral e espiritual.
Em 2025, recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, uma das mais altas condecorações do Brasil, consolidando sua importância como liderança indígena e ambiental. Além disso, ao longo das décadas, foi homenageado em diversos países e instituições, sempre como ícone da resistência e da defesa da Amazônia.






