
// Fellipe Sampaio /STF
Antes de sua sabatina no Senado em 2021, Mendonça — indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) — realizou um procedimento estético de implante capilar. O médico responsável foi Thiago Bianco Leal, especialista renomado em restauração capilar, que já havia atendido diversas figuras públicas, incluindo políticos e celebridades.
Esse detalhe aparentemente trivial ganha relevância porque conecta Mendonça a uma rede de relações políticas e jurídicas. Informações do DCM.
Thiago Bianco é irmão de Bruno Bianco, que ocupou cargos estratégicos durante o governo Bolsonaro. Bruno substituiu Mendonça na Advocacia-Geral da União (AGU) e, posteriormente, atuou como advogado ligado ao Banco Master. Essa coincidência familiar cria um elo curioso entre o magistrado e figuras do setor financeiro e político.
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Bruno Bianco integrou a defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, instituição financeira que esteve envolvida em disputas judiciais e negociações de imóveis de luxo. Vorcaro enfrentava problemas legais e buscava apoio político e jurídico para proteger seus interesses. Nesse contexto, Bruno Bianco aparece como peça-chave nas articulações, transitando entre o mundo jurídico e o político.
Investigações sobre o celular de Vorcaro trouxeram à tona mensagens que indicam encontros secretos. Um deles ocorreu em março de 2025, em São Paulo, envolvendo Mendonça. Esse encontro foi articulado por advogados e políticos, com participação direta de Bruno Bianco. O episódio sugere proximidade e possíveis alinhamentos entre o magistrado, o advogado e o banqueiro, levantando questionamentos sobre a interseção entre poder judiciário, interesses financeiros e articulações políticas.
A coincidência cabeluda de o procedimento ter sido feito pelo irmão de Bruno Bianco reforça a narrativa de proximidade entre Mendonça, Bianco e Vorcaro, revelando bastidores de encontros e articulações.
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