Um homem solitário, cercado pelo luxo que conquistou, com uma carreira bem-sucedida de perfumista, e sufocado pelo rancor que guardou daqueles que o humilharam quando ainda era pobre. Um homem solitário em uma imensidão de areia, onde de nada valem seu poder e seu dinheiro. Um homem solitário que precisa se safar de uma armadilha criada pelo melhor amigo de infância, que pretendia apenas salvá-lo de sua arrogância. Essa é a trama inicial da próxima novela das seis, ‘Cama de Gato’, que teve suas cenas iniciais gravadas no Nordeste, com os atores Marcos Palmeiras (Gustavo), Carmo Dalla Vecchia (Alcino), Isabela Garcia (Mari), Ed Oliveira e Rodrigo Rangel (em participações especiais como os capangas que perseguem Gustavo). As gravações começaram no dia 10 de julho, nos Lençóis Maranhenses, e terminaram hoje, dia 05, em Galinhos, no Rio Grande do Norte. A produção também passou pela capital São Luís e Chapada das Mesas, no Maranhão. Na trama, contudo, esses locais são fictícios. Com estreia prevista para setembro, ‘Cama de Gato’ tem autoria de Duca Rachid e Thelma Guedes, e direção-artística de Ricardo Waddington.

Já no segundo capítulo de ‘Cama de Gato’, Gustavo (Marcos Palmeira) é levado à força e deixado em um deserto, “sem lenço nem documento”, por causa de um plano de Alcino (Carmo Dalla Vecchia), seu sócio e melhor amigo. Na infância, Gustavo foi um menino bom e pobre, mas venceu na vida e se tornou um dos maiores perfumistas da atualidade, dono de uma grande empresa de cosméticos. O poder e a riqueza, porém, o tornaram um homem arrogante e infeliz. Incomodado com essa transformação, Alcino resolve abandonar Gustavo em um lugar desértico, onde, longe de seu cotidiano, terá a chance de repensar a vida e resgatar seus valores. A estratégia é monitorar os passos do perfumista para reencontrá-lo e ter uma conversa franca que recupere a antiga amizade. Entretanto, Alcino acaba sendo vítima da ambição de Verônica (Paola Oliveira), esposa de Gustavo, que aproveita seu bem-intencionado plano para sumir de vez com o marido e herdar sua fortuna. A vilã contrata dois homens para seguir Alcino e dar um fim em Gustavo. Uma grande perseguição acontece no deserto e tem o seu desfecho quando Gustavo sofre um acidente em um penhasco e é dado como morto.

De 10 a 24 de julho, as gravações ocorreram nas dunas brancas do Parque dos Lençóis Maranhenses e nas dunas amareladas dos Pequenos Lençóis, que na trama representam um deserto fictício. Para o acesso à primeira locação, a equipe e os equipamentos eram deslocados em carros tracionados 4×4, em aproximadamente 15 viagens por dia. Para chegar às dunas dos Pequenos Lençóis, onde foi permitido gravar as cenas com quadriciclos, o trajeto era feito em cerca de 15 lanchas, com capacidade de 400 kg cada, que partiam do píer do hotel em Barreirinhas, onde a produção estava hospedada. No total, a equipe era composta por 40 funcionários da TV Globo e 50 pessoas que foram contratadas no local. No Parque dos Lençóis, uma base foi montada para atender à equipe, enquanto nos Pequenos Lençóis a produção aproveitou a infraestrutura já existente para os turistas. “Tivemos autorização do Ibama para chegar a alguns lugares com um número reduzido de carros. Todos os dias encaramos muito sol e muito vento”, conta o diretor-artístico Ricardo Waddington. As gravações começavam geralmente às 10 horas e se encerravam quando o sol se escondia entre as dunas, por volta de 17h30. Para as cenas noturnas, em um único dia as gravações se estenderam até o lusco-fusco, com o auxílio de três geradores portáteis. 

Nos dias 04 e 05, a equipe da novela encerrou as gravações em Galinhos, no Rio Grande do Norte, com a cena do encontro de Gustavo e Alcino. Após uma calorosa briga, Gustavo, acreditando que foi traído, imobiliza o sócio e foge. Antes de partir para o Rio Grande do Norte, a produção gravou em outras duas cidades do Maranhão. A Chapada das Mesas serviu de locação, do dia 28 de julho até 01 de agosto, para as cenas em que o perfumista cai de um penhasco e é dado como morto, para desespero de Alcino que fica inconsolável com a perda do amigo e o fracasso de seu plano. E durante os dias 25 e 26 de julho, a cidade de São Luís, fazendo as vezes de um lugarejo fictício, foi cenário para as cenas da peregrinação de Gustavo, depois que consegue se livrar dos capangas que acreditam que ele morreu após sofrer o acidente.

Sobre o figurino das cenas iniciais da novela, em que Gustavo (Marcos Palmeira) está perdido no deserto, a figurinista Labibe Simão não teve muita escolha: como o empresário é levado à força logo após a festa em comemoração aos dez anos do perfume Verônica, Gustavo está de smoking. É o início da desconstrução do rico perfumista, que tem sua vida virada pelo avesso. No sol escaldante do deserto, logo o paletó é deixado de lado e Gustavo luta como pode para fugir dos capangas, vestido com os restos do seu traje social. Dali para frente, ele começa a descobrir o que é precisar contar com a solidariedade dos outros. “Nas cenas em que percorre um vilarejo, ele veste uma blusa surradinha, uma bermuda jeans e um chinelo, que ganhou de um pescador. A indumentária dele fica sem identidade, pois tem que aceitar o que os outros dão”, conta Labibe. Mais do que abrir mão de suas roupas luxuosas e de sua vaidade, Gustavo se depara com sua própria vida roubada. Através de uma notícia de jornal, ele descobre que é tido como morto e que é o principal suspeito da morte da modelo Natasha (Letícia Birkheuer), a quem havia humilhado durante o evento da Sal da Terra, sua empresa de cosméticos. Apesar de a morte ter sido um acidente, Verônica (Paola Oliveira) articula para Gustavo ser incriminado, o que o impossibilita de retornar à sua antiga situação.

Já o figurino de Alcino (Carmo Dalla Vecchia) para as cenas gravadas no Nordeste não é muito diferente das roupas que costuma usar em seu dia a dia. Mesmo sendo rico, ele mora em um barco e é totalmente desprendido das formalidades inerentes ao status econômico-social que conquistou. “Ele tem um estilo aventureiro, seu figurino reflete o que é: um bon vivant que preza a liberdade. Suas roupas nunca são para ostentar, sua prioridade é o conforto”, explica a figurinista. Mari (Isabela Garcia), sua fiel escudeira, também segue o estilo do patrão, por quem é secretamente apaixonada. “Apesar de ser secretária, ela não faz uma linha tão executiva, tenta ficar mais esportiva e nessas cenas iniciais, chega a ter um toque ‘safári’. Sua palheta de cor é cáqui, bege e cores de floresta, assim ela se sente mais próxima ao universo de Alcino. Mari é quase uma cópia dele, reflete o que ela ama nele”, completa Labibe.

Com estreia prevista para setembro, a próxima novela das seis, ‘Cama de Gato’, tem autoria de Duca Rachid e Thelma Guedes, e supervisão de texto de João Emanuel Carneiro. A direção-artística é de Ricardo Waddington, a direção-geral de Amora Mautner e a direção de Gustavo Fernandez e André Felipe Binder.



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