Durante um passeio pela orla, Gioconda e Lenir conversam à luz da lua. De repente, dois assaltantes tentam levar a bolsa de Lenir, que resiste e acaba caindo no chão. Os bandidos a agridem, enquanto Gioconda pede socorro, sem ser atendida. Ninguém que está passando se dispõe a ajudar, apenas olham, aterrorizados. É quando uma imensa revolta toma conta da dama educada no colégio Sacre-Coeur. Possuída por uma força quase sobrenatural, ela parte para cima dos agressores, desferindo-lhes bolsadas desesperadas. Eles fogem.
Gioconda acode Lenir, que está caída no chão, machucada. Critica os passantes, que viram a cena e não fizeram nada para ajudar. O sentimento de revolta da senhora Barreto é incontrolável. Ela corre até um carrinho de pamonha e pede ao vendedor que ligue o microfone. E então, dá seu grito de protesto: “Chega de cinismo, de hipocrisia, de mentiras, de violência! Chega de gente que quer se dar bem a qualquer preço, que banca a vítima só pra levar vantagem, gente que não tem vergonha na cara e faz xixi na rua! Chega de favelização, de dengue, de asfalto esburacado, chega de falta de cuidado com a saúde do povo, de governantes omissos! Chega de roubo! Chega de bancar o avestruz e enterrar a cabeça na areia pra não ver o que está errado! Chega, chega, CHEGA, CHEGAAAAAAAAA!!!”.
O grito de Gioconda ecoa por toda a cidade. E parece acordar alguns adormecidos. Surge então um novo movimento, chamado “Chega!”, que Gioconda vai comandar a partir de agora.
A cena deve ser exibida no sábado, dia 10/05.






