
Homero Salles, ex-diretor de programas de Gugu Liberato (1959-2019), afirmou que a televisão brasileira enfrenta uma escassez de grandes animadores de auditório. Para ele, o problema não está no formato dos programas, mas na falta de profissionais preparados para conduzi-los.
Ex-diretor de Gugu diz que crise dos auditórios está ligada à ausência de talentos na televisão
Em suma, as declarações foram publicadas por Homero em seu perfil no LinkedIn no último sábado (25/04). Dessa forma, ao explicar sua visão, ele destacou que muitos profissionais confundem o papel de apresentador com o de animador de auditório.
“É fundamental entender que apresentador e animador são funções distintas e essa diferença, cada vez mais ignorada, ajuda a explicar muito do que vemos hoje na TV. J. Silvestre (1922-2000) e Flávio Cavalcanti (1923-1986) eram apresentadores por excelência. Silvio Santos e Chacrinha (1917-1988)? Animadores de auditório no mais alto nível.“, enfatizou logo a princípio.
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Ex-SBT afirma que televisão sofre com falta de grandes animadores
Em seguida, ele falou que nomes históricos como J. Silvestre e Flávio Cavalcanti se destacavam como apresentadores clássicos. Enquanto Silvio Santos e Chacrinha representavam o auge da animação de auditório.
“E na safra atual? Luciano Huck e Adriane Galisteu são apresentadores. Marcos Mion e Patrícia Abravanel, animadores. E talvez… só. Gugu Liberato merece um capítulo à parte. Foi um raro equilíbrio entre as duas funções, muito provavelmente pela sua formação como produtor desde o início da carreira. Sabia, como poucos, dosar conteúdo e emoção. Condução e energia.“, reforçou.
Profissional critica cenário atual da TV e questiona nomes da nova geração
Na sequência, Homero também criticou atores que migraram para a apresentação de programas e questionou a adaptação de influenciadores digitais ao ambiente televisivo. “Rodrigo Faro e Márcio Garcia são exemplos conhecidos. Funciona? Às vezes. Sustenta? Nem sempre. E há ainda um fenômeno recente: os influenciadores “importados” da internet para o palco da televisão. Prefiro não citar nomes, o tempo costuma fazer esse trabalho melhor do que qualquer crítica.“, disparou.
Por fim, Salles afirmou: “No fundo, quando ouvimos que os programas de auditório estão com os dias contados, talvez estejamos olhando para o problema errado. Não é o formato que está em crise. É a ausência de quem sabe fazê-lo. Estamos vivendo uma espécie de abstinência de Silvios, Gugus e Chacrinhas.“.
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