
O ministro Gilmar Mendes encaminhou um ofício ao presidente da Segunda Turma do STF, Luiz Fux, apontando irregularidades no processo que levou ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Informações do Metrópoles (Luana Patriolino, Manoela Alcântara). No documento, o decano sustenta ter havido um “prévio ajuste” de votos não comunicado aos demais integrantes do colegiado.
Segundo Mendes, os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques teriam combinado seus posicionamentos diretamente com o relator, André Mendonça, registrando votos favoráveis à medida apenas quatro e seis minutos após o início da sessão virtual extraordinária, ignorando o pedido de vista que ele próprio já havia formalizado.
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A contestação de Gilmar Mendes argumenta que a dinâmica violou os ritos e as tradições regimentais do Tribunal, que pressupõem o diálogo e o debate prévio entre os cinco magistrados que compõem a Turma, e não decisões isoladas ou articuladas previamente por uma maioria sumária. Embora o afastamento do diretor da PF tenha sido posteriormente revertido pelo ministro Flávio Dino, o episódio acentuou a divisão na Corte.
O embate ocorre em meio a uma das crises institucionais mais graves registradas no Supremo Tribunal Federal. O clima de tensão atingiu o ápice em sessões recentes do plenário, marcadas por acusações diretas e discussões ríspidas entre os ministros ao analisarem desdobramentos de investigações ligadas a supostas fraudes no Banco Master.
O foco central das divergências envolve a apuração sobre conversas entre o empresário Daniel Vorcaro e integrantes da Corte, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, além de questionamentos sobre a própria conduta de Mendonça na condução dos casos. O julgamento que definirá os rumos dessas investigações encontra-se atualmente suspenso após pedido de vista de Flávio Dino.
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