
A ex-presidenta Dilma Roussef lamentou na última terça-feira, 15 de setembro, a morte da escritora e militante feminista Amelinha Teles e desabafa com palavras tocantes sobre a história de vida e trajetória da amiga. A causa da morte não foi revelada.
“Amelinha Teles deixa um exemplo imenso de coragem, coerência e dignidade. Jamais abriu mão de seus princípios, jamais abandonou suas lutas e nunca permitiu que o silêncio encobrisse as violências do passado”, escreveu Dilma em seu perfil oficial no ‘X’, antigo Twitter, na última data.
Ela também realizou um comunicado profundo sobre a morte da amiga em seu site oficial: “Poucas perdas poderiam ser mais dolorosas para todos nós do que a de Amelinha Teles, uma das maiores referências brasileiras na luta contra a ditadura militar e em defesa dos direitos das mulheres. Desde a juventude, Amelinha dedicou sua vida à luta contra a opressão e pela construção de um mundo mais justo”, expressou aos leitores.
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A ex-líder do PT (Partido dos Trabalhadores) continuou seu desabafo: “Militante política de esquerda, jornalista, escritora e incansável defensora dos direitos humanos, pagou um preço brutal por seu compromisso com o socialismo e a democracia. Foi presa e barbaramente torturada pela ditadura. Seus filhos, ainda pequenos, também foram sequestrados e levados ao centro de repressão, onde foram obrigados a presenciar as violências cometidas contra os pais. Amelinha, porém, sobreviveu aos seus algozes e jamais desistiu de lutar. Teve atuação fundamental no movimento feminista e na mobilização que garantiu importantes conquistas para as mulheres na Constituição de 1988”.
“Também dedicou décadas à preservação da memória das vítimas da ditadura, à busca pela identificação dos mortos e desaparecidos políticos e ao esclarecimento dos crimes cometidos pelo regime. Contribuiu com os trabalhos das comissões da Verdade e conquistou uma vitória histórica: graças à ação movida por ela e sua família, Carlos Alberto Brilhante Ustra tornou-se o primeiro agente da ditadura reconhecido pela Justiça brasileira como torturador”, expressou ela.
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“Amelinha Teles deixa um exemplo imenso de coragem, coerência e dignidade. Jamais abriu mão de seus princípios, jamais abandonou suas lutas e nunca permitiu que o silêncio encobrisse as violências do passado. Sua partida deixa um vazio profundo em todos aqueles que, como eu, tiveram o privilégio de conhecê-la, admirá-la e reconhecê-la como uma referência de grandeza humana e compromisso com a justiça”, disse Dilma.
Ela mandou um recado aos familiares da Amelinha: “Minha solidariedade e meu carinho aos seus filhos, familiares, amigos e companheiros de luta. Amelinha seguirá presente em nossa memória, em nossas lutas e em cada conquista das mulheres e da democracia brasileira”.
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Confira:
Amelinha Teles deixa um exemplo imenso de coragem, coerência e dignidade. Jamais abriu mão de seus princípios, jamais abandonou suas lutas e nunca permitiu que o silêncio encobrisse as violências do passado.
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— Dilma Rousseff (@dilmabr) September 16, 2026






