Governo Lula descumpre metas e deixa 3 milhões na fila do INSS

O prazo desandou e o calendário que não fechou a conta

Lívia Cout
Lívia Cout
Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Os dados enviados ao Tribunal de Contas da União (PTU) mostram um cenário de atraso generalizado na análise de benefícios do INSS no ano passado. O próprio governo federal reconheceu que não conseguiu cumprir os prazos definidos para aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que fez o sistema acumular milhões de pedidos em análise.

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Fila do INSS cresce e ninguém aguenta mais a espera

No caso do BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda, o limite previsto no Plano Plurianual era de 101 dias para conclusão. Na prática, o tempo médio chegou a 254 dias no fim do ano. O INSS ampliou o prazo de aposentadorias e pensões de até 44 dias para cerca de 62 dias de espera. Somando os diferentes tipos de benefício, aproximadamente 3 milhões de pessoas ficaram presas na fila do Instituto Nacional do Seguro Social.

Dentro do governo, o atraso foi atribuído a uma combinação de fatores operacionais. O relatório enviado ao TCU aponta instabilidade nos sistemas internos, redução de equipes em áreas de perícia médica e interrupções técnicas ligadas à atualização de dados do Bolsa Família. Além disso, a Operação Sem Desconto, voltada ao combate de fraudes em cobranças indevidas, exigiu auditorias que travaram parte do fluxo de análise.

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O impacto financeiro aparece no orçamento federal. Dessa forma, as despesas previdenciárias ultrapassam R$ 1 trilhão por ano, concentrando o maior volume de gastos obrigatórios da União. De acordo com a equipe econômica do Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o aumento da fila pressionou ainda mais as contas públicas, levando a ajustes em outras áreas e bloqueio de recursos de ministérios e emendas parlamentares.

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Neste ano, o governo revisou projeções e elevou os custos do BPC em R$ 14,1 bilhões e das aposentadorias em R$ 11,5 bilhões. Porém, mesmo com redução recente no tempo médio do BPC para 134 dias, o índice ainda segue acima do limite oficial. Sendo assim, o sistema se mantém abaixo da meta definida em lei. As informações foram divulgadas pela revista Oeste.

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Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
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