
A Polícia Nacional da Espanha está apurando cerca de 30 partos de brasileiras no Hospital Universitário de Burgos, após o hospital identificar padrões incomuns entre as pacientes.
Informações da coluna de Mirelle Pinheiro no Metrópoles. O motivo da suspeita é que muitas gestantes informaram os mesmos dois endereços na região de Las Merindades (Medina de Pomar e Villarcayo) e eram acompanhadas pelo mesmo homem.
As mulheres vinham realizando acompanhamento pré-natal na Bélgica e em outros países do norte da Europa, chegando à Espanha apenas nas últimas semanas de gestação (38ª a 40ª semana). Entre junho e julho foram registrados de 15 a 18 casos semelhantes; somando os atendimentos de maio, o total chega a aproximadamente 30 partos.
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Apesar das suspeitas, o hospital ressaltou que é obrigado a atender qualquer paciente, independentemente da nacionalidade ou residência. Em resumo, trata-se de uma investigação sobre possíveis irregularidades ou coincidências incomuns envolvendo gestantes brasileiras que deram à luz na Espanha, com repetição de endereços e acompanhantes, o que levantou dúvidas junto às autoridades.
Há suspeita de que algumas gestantes possam estar tentando garantir a cidadania espanhola para os filhos, já que nascer em território espanhol pode facilitar pedidos de residência ou nacionalidade. Outra hipótese é que os partos na Espanha sejam parte de uma estratégia para regularizar a situação das mães ou abrir portas para familiares.
Também se cogita que o hospital tenha sido escolhido por oferecer condições mais seguras ou acessíveis para o parto em comparação a outros países onde as mulheres estavam realizando o pré-natal.
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