
A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum acusou setores da extrema-direita dos EUA de conduzirem uma campanha contra seu governo, mas isentou Donald Trump de responsabilidade direta.
A tensão aumentou após a revelação de uma operação da CIA no México, na qual dois agentes americanos morreram sem autorização legal para entrar no país, segundo Agence France Presse.
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A crise se agravou com a denúncia dos EUA contra o governador de Sinaloa, acusado de vínculos com o cartel de Joaquín “El Chapo” Guzmán. Ele pediu licença após a Procuradoria de Nova York solicitar sua prisão e extradição. Em discurso, Sheinbaum declarou que “o México não é saco de pancadas de ninguém” e questionou se os EUA tentam influenciar as eleições mexicanas de 2027.
México mata agentes da CIA ilegais
Trump afirmou que os cartéis controlam o México e ameaçou agir sozinho caso o governo mexicano não combata os grupos criminosos. O embaixador dos EUA no México alertou que transformar desafios de segurança em disputas políticas prejudica a parceria bilateral.
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“Confesso que não acredito que o presidente Trump tenha liderado essa ofensiva em várias questões”, disparou a beldade em coletiva de imprensa matinal. “São setores da extrema direita nos Estados Unidos que querem impedir um bom relacionamento”, declarou.
Especialistas apontam que o discurso de Sheinbaum busca reforçar a coesão entre seus apoiadores e desviar o foco das denúncias de corrupção contra dirigentes de seu partido. O México terá eleições em 2027 para deputados e governadores em mais da metade dos estados, incluindo Sinaloa.
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