
A princesa Astrid morreu aos 94 anos nesta sexta, apenas dois dias após o funeral do seu irmão, o rei Harald V, que faleceu em 28 de agosto aos 89 anos (o funeral demorou a acontecer). A proximidade das duas perdas mergulhou a Noruega em um luto profundo, marcando o fim de uma era para a família real.
Informações do g1. O novo monarca, rei Haakon VIII — sobrinho de Astrid e sucessor de Harald — expressou pesar pela morte da tia, destacando sua importância como figura de estabilidade e afeto dentro da Casa Real. Em sinal de respeito, ordenou que as bandeiras do Palácio Real permanecessem a meia-haste até ao funeral.
Após a morte da mãe, a princesa Märtha, em 1954, Astrid assumiu o papel de primeira-dama da Noruega. Durante 14 anos, foi a principal representante feminina da monarquia, acompanhando o avô Haakon VII e o pai Olav V em cerimônias oficiais, visitas de Estado e recepções diplomáticas. Esse período consolidou sua imagem como uma figura de confiança e proximidade com o povo norueguês.
Astrid era admirada pela simplicidade e pela dedicação às causas sociais, especialmente voltadas para crianças, idosos e pessoas em situação vulnerável. Sua postura discreta, mas firme, transmitia lealdade e compromisso com os valores da monarquia constitucional norueguesa.
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Em 1961, casou-se com Johan Ferner, velejador e medalhista olímpico. O casamento foi considerado controverso na época, já que Ferner era divorciado, algo que a Igreja da Noruega desaprovava. Ainda assim, Astrid manteve sua decisão, mostrando independência e coragem. Juntos tiveram cinco filhos e permaneceram casados até a morte de Ferner em 2015.
Sua derradeira presença oficial foi no funeral do irmão Harald, realizado na Catedral de Oslo, seguido do sepultamento no mausoléu da Casa Real. Essa imagem final reforçou sua ligação inseparável com a família e com os rituais da monarquia.
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A princesa Astrid foi umma das figuras mais duradouras e respeitadas da monarquia norueguesa. Viveu quase um século de transformações políticas e sociais, mantendo-se como símbolo de continuidade e serviço público. Sua vida uniu tradição e modernidade, marcada por escolhas pessoais corajosas e por um compromisso inabalável com o povo e a instituição real.
Descanse em paz.






