
O senador Bernie Sanders, acompanhado por 30 deputados democratas, redigiu uma carta endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio. Nela, os parlamentares exigem esclarecimentos sobre atitudes da administração Trump que, segundo eles, configurariam uma tentativa de interferência direta nas eleições brasileiras de outubro.
A iniciativa é apresentada como uma defesa da soberania democrática do Brasil e como um alerta contra práticas que poderiam fragilizar a credibilidade internacional dos Estados Unidos.
O movimento ganhou força após Sanders se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia Geral da ONU, encontro que simbolizou a aproximação entre setores progressistas dos EUA e a candidatura petista. Paralelamente, a campanha de Lula acionou o STF e o TSE para investigar possíveis ingerências externas, reforçando a percepção de que o tema transcende fronteiras e já se tornou uma questão diplomática.
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“Como Presidente do Brasil, Lula da Silva tirou milhões da pobreza, fortaleceu as proteções aos trabalhadores e protegeu a democracia brasileira“, disse Sanders.
O documento denuncia uma suposta atuação coordenada da administração Trump para pressionar autoridades brasileiras e moldar o ambiente político em favor de determinados atores. Os congressistas pedem que o governo americano se comprometa publicamente a respeitar o processo eleitoral brasileiro e a reconhecer o resultado das urnas, independentemente de quem seja eleito.
Entre os nomes mais influentes estão Alexandria Ocasio-Cortez e Pramila Jayapal, figuras de destaque no campo progressista e em comissões estratégicas do Congresso. Caso os democratas conquistem maioria na Câmara, esses parlamentares poderiam ampliar a fiscalização sobre a política externa de Trump, especialmente no que diz respeito às relações com a América Latina.
A carta aponta medidas concretas que, segundo os signatários, demonstram favorecimento político. Entre elas, sanções contra autoridades brasileiras, pressões comerciais e a aproximação explícita com aliados de Jair Bolsonaro. É mencionado o encontro de Trump com Flávio Bolsonaro, seguido pela decisão de classificar facções criminosas como PCC e CV como organizações terroristas — medida interpretada como gesto político alinhado aos interesses do governo brasileiro da época.
No Brasil, a Abin já havia emitido alertas sobre o risco de interferência externa. Lula, em sua conversa com Sanders, afirmou estar vigilante, mas disse não acreditar que tais tentativas se concretizarão de forma efetiva.







