Polícia investiga dinheiro da Prefeitura de SP em filme de Bolsonaro

Produção de longa-metragem sobre ex-presidente levanta novas suspeitas em investigação

Lívia Cout
Lívia Cout
Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Polícia Civil de São Paulo apura se desviaram recursos públicos de um contrato da Prefeitura para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em suma, a apuração começou com a deflagração da “Operação Wi-Fi”, nesta segunda-feira (1º/06). Esta mira um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Karina Ferreira da Gama preside a entidade e também é dona da produtora “Go Up Entertainment”, responsável pelo longa-metragem.

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Filme sobre Bolsonaro levanta novas suspeitas e entra na mira da Polícia Civil

Desse modo, a investigação busca entender se parte do dinheiro público do programa “WiFi Livre SP” foi usada para bancar a produção do filme. Sendo assim, a polícia solicitou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) analise movimentações financeiras da ONG e de empresas ligadas ao projeto.

De acordo com o inquérito, há suspeitas de mistura entre recursos do instituto e da produtora, o que levantaria indícios de uso irregular do dinheiro público. A investigação também aponta que a produção do filme teria começado sem a origem do financiamento privado devidamente esclarecida.

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Áudios e repasses colocam produção de cinebiografia no centro da polêmica

Áudios revelados pelo “Intercept Brasil”,  apontam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria cobrado repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a obra. Conforme as informações, o acordo previa cerca de R$ 134 milhões, dos quais o projeto já teria recebido aproximadamente R$ 61 milhões.

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O deputado Mário Frias (PL-SP) assina o roteiro do filme e destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil. Esse repasse está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), em processo que investiga possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares. Os investigadores ainda analisam aditivos contratuais que teriam elevado o valor total do contrato para cerca de R$ 157 milhões. Parte desse montante, segundo a apuração, teria sido paga sem comprovação completa da execução dos serviços.

Financiamento de filme sobre Bolsonaro vira alvo de pedido à Interpol

Um deputado federal do PT enviou um ofício à PF e à Interpol pedindo a apuração da origem e da movimentação de recursos usados na produção de “Dark Horse”, ci…LEIA MAIS!

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Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
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