
Lula conseguiu se reaproximar de figuras centrais do Congresso, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta isolamento político dentro do Centrão, agravado por escândalos e pela escolha estratégica de neutralidade dos partidos.
Nos últimos dias, Lula intensificou reuniões com líderes do Congresso, como Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara), além de articulações indiretas com Ciro Nogueira. Isso resultou em maior alinhamento político e neutralidade de partidos como União Brasil, PP e Republicanos nas eleições presidenciais.
Esses partidos decidiram não apoiar Flávio Bolsonaro em estados-chave como Rio de Janeiro e Minas Gerais, esvaziando sua coligação. A avaliação é que Lula, líder nas pesquisas, tem mais chances de vitória, e os acordos garantiriam a manutenção de poder no Congresso em 2027. Informações de Lauriberto Pompeu no O Globo.

Revelações sobre pedido de financiamento de Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme em homenagem a Jair Bolsonaro contribuíram para o afastamento de líderes do Centrão do candidato do PL.
Ambos evitaram se comprometer diretamente com Flávio. Lira, por exemplo, articulou para barrar a indicação de Tereza Cristina como vice do candidato do PL e manteve silêncio sobre a eleição presidencial, preservando pontes com Lula.
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Alcolumbre busca apoio do PT para se manter na presidência do Senado e tem facilitado acordos locais, como no Amapá e Minas Gerais. Apesar de não declarar voto em Lula, atua em sintonia com o governo em pautas importantes.
Motta declarou apoio explícito a Lula e articulou a neutralidade do Republicanos, visando se manter no comando da Câmara em 2027. Gilberto Kassab (PSD) afirmou que Flávio “não tem a menor chance” e que o Centrão está com Lula, reforçando a ideia de isolamento do candidato do PL.
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