
Wagner Moura falou sobre sua atuação em Um Processo — após Um Inimigo do Povo, releitura da obra de Ibsen dirigida por Christiane Jatahy. A peça coloca o público como júri e discute o papel da verdade na crise democrática atual.
Ele comparou em entrevista ao programa Democracy Now! do Festival de Edimburgo os atos golpistas no Brasil à invasão do Capitólio nos EUA, afirmando que Bolsonaro e Trump estimularam ataques às instituições democráticas.
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Moura destacou que Bolsonaro está preso por envolvimento em uma trama golpista que incluía planos de assassinato de Lula e do ministro Alexandre de Moraes. Também criticou sua conduta durante a pandemia de Covid-19, responsabilizando-o por muitas mortes. “Bolsonaro, ele mesmo, está na prisão agora porque foi descoberto — foi descoberto um plano de golpe de Estado, em que ele realmente — havia — está escrito que ele — a ideia era matar Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Então, é basicamente por isso que ele está na prisão agora”, disparou.
Ao falar sobre o filme O Agente Secreto, Moura relacionou a permanência de ecos autoritários no Brasil à Lei da Anistia, que teria apagado crimes da ditadura e permitido a ascensão de figuras como Bolsonaro.
Ele lembrou que nos livros escolares da sua infância a ditadura era apresentada como “revolução de 64”, o que reforçou seu interesse em obras sobre resistência política, como Marighella.
Moura enfatizou a importância de cinema, teatro, universidades, historiadores e jornalistas manterem viva a discussão sobre o regime militar e a crise da verdade na democracia contemporânea.
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