
Em uma sinalização de endurecimento de seu governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (06) que nomeou como seu novo chefe de gabinete Stephen Miller, um dos políticos mais linha-dura de seu governo.
Miller, que era vice-chefe de gabinete, substituirá Susan Willes, uma das assessoras mais próximas do presidente dos EUA e a grande coordenadora de sua campanha. Trump anunciou ainda que Willes migrará para o braço da organização política do republicano, fora da Casa Branca.
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O novo chefe de gabinete é autor das medidas anti-imigração mais polêmicas da primeira gestão de Donald Trump, de 2016 a 2020. É dele a autoria da construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, uma das grandes marcas do primeiro governo Trump. O muro começou a ser construído, mas não foi concluído.
Miller também teve papel central na elaboração da proibição de entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana e defendeu a política de separação de famílias na fronteira. A medida, implementada em 2018, fazia parte da política de tolerância zero contra a imigração irregular e levou milhares de crianças a serem afastadas dos pais. Mesmo após o fim da política, centenas de famílias ainda não haviam sido reunidas, segundo levantamentos feitos nos anos seguintes.
Durante a campanha para o atual, Miller escreveu discursos para Trump e traçou planos linha-dura sobre imigração. Antes da nova designação, Miller ficou à frente da elaboração dos planos para tornar viável uma de suas principais promessas de campanha: a de fazer a maior operação de deportação da história dos EUA.
Nos últimos dois anos, ele se dedicou justamente a detalhar juridicamente como funcionariam planos de deportação em massa.
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