
André Lara Resende negou qualquer articulação com o governo Lula e defendeu sua proposta de coordenação entre políticas fiscal e monetária, argumentando que ela não ameaça a autonomia do Banco Central nem pretende controlar artificialmente os juros.
O economista afirmou que não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não tem reunião marcada com ele para discutir sua proposta de política econômica.
Segundo ele, os rumores sobre uma aproximação com o governo teriam sido divulgados para desgastar (“queimar”) sua proposta ou atingir outras pessoas envolvidas no debate.
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O economista declarou que entrou “como Judas no Pai Nosso” em uma guerra interna que teria motivado a exposição dos rumores. Ele não expôs quem seria responsável da suposta ofensiva.
A proposta de André Lara Resende é a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que definiria diretrizes de longo prazo para as políticas fiscal e monetária do país. A proposta ganhou força depois que a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) compartilhou a tese e a classificou como fundamental para encarar o debate sobre a política fiscal.
O economista ressalta que o Banco Central manteria sua autonomia operacional e que o Copom continuaria existindo. A criação do conselho exigiria aprovação do Congresso Nacional.
Ele argumenta que o principal problema para a dívida pública brasileira é o alto custo dos juros, e não apenas o déficit primário. Na sua visão, juros elevados aumentam as despesas financeiras do governo.
Lara Resende rejeita a interpretação de que deseja impor juros artificialmente baixos. Ele diz que a referência a uma Selic próxima de 7,5% ao ano era apenas ilustrativa e dependeria do cenário econômico.
A proposta recebeu críticas de integrantes do mercado financeiro e da oposição, que apontam possíveis riscos à autonomia do Banco Central, ao câmbio e à inflação.
Em resposta às críticas, o economista afirma que o Brasil possui fatores de proteção, como reservas internacionais, superávit comercial e dívida majoritariamente em reais, o que reduziria riscos de uma eventual queda dos juros.
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