
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gulherme Boulos, classificou nesta quinta (9) o bolsonarismo como um “retrocesso civilizatório” diante da escalada de falas machistas de lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele alertou que esses discursos colocam em risco direitos e a participação das mulheres na política.
“Ontem os bolsonaristas disseram que mulher não sabe votar, hoje o presidente do PL afirmou que mulheres não podem ser presidentes. E amanhã? Vão querer cassar o voto delas? O que mais? O bolsonarismo não é apenas uma posição política, é um retrocesso civilizatório!”, disparou o rapagão.
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Atacam as mulheres e reclamam da perda do voto delas
Isso porque bolsonaristas deram exemplos de ataques às mulheres. Afirmações de que mulheres “não sabem votar” ou “não podem ser presidentes” foram feitas por lideranças do PL, Valdemar Costa Neto.
Influenciadores como Nick Fuentes, nos EUA, e Paulo Figueiredo, no Brasil, defenderam a retirada ou desvalorização do voto feminino. Figueiredo alegou que mulheres solteiras “votam mal”, sem apresentar evidências científicas. Após a mais recente pesquisa, ele voltou a dizer o mesmo absurdo.
“Eu não vou falar nada. Só quero que vocês observem a diferença de 19 pontos entre o voto dos homens (+4 em republicanos) e o voto das mulheres americanas (+15 democratas) e tirem cada um as suas conclusões. Dá para fazer a mesma avaliação de outros grupos demográficos”, disparou ele.
Michelle Bolsonaro foi alvo de críticas de Paulo Figueiredo, o que gerou repercussão negativa. Flávio Bolsonaro discordou das generalizações para evitar perda de apoio eleitoral. Parlamentares como Soraya Thronicke e Simone Tebet condenaram as falas, defendendo o direito ao voto feminino. A jornalista Ana Paula Renault destacou que ataques ao voto feminino revelam “medo do poder das mulheres”.
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