
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar um documento em que ele aponta risco de ação militar dos EUA em território brasileiro.
A convocação, vale dizer, tem força legal, e a ausência sem justificativa pode configurar crime de responsabilidade. No texto, o chanceler revela a “possibilidade de uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, declaração que acendeu o alerta entre os políticos.
Os EUA classificaram as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o que abre espaço para ações unilaterais mais duras de Washington. Essa decisão contrariou pedidos do governo brasileiro.

O deputado Evair Vieira de Melo, do Progressistas, criticou Mauro Vieira por não fornecer informações objetivas sobre a ameaça, apenas considerações genéricas. Arlindo Chinaglia (PT-SP) defendeu o chanceler, afirmando que ele disse a verdade ao mencionar o risco militar. O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), chamou Vieira de “mentiroso” e acusou o governo Lula de usar o tema politicamente.
A convocação de Mauro Vieira reflete tensões entre Brasil e EUA após a classificação do PCC e CV como grupos terroristas, e gerou forte embate político na Câmara sobre soberania e segurança nacional.
“Quando o Mauro Vieira falou sobre o risco de uso militar, ele falou a verdade”, declarou Chinaglia. “Soberania é um conceito que não permite interpretação individual.”
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