
Assim como no Brasil um presidente não passou a faixa ao sucessor, o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, suspendeu o processo de transição e ordenou ao vice-presidente eleito José Manuel Restrepo que interrompesse os trabalhos, após Gustavo Petro se recusar a reconhecer o resultado das eleições alegando fraude por algoritmos.
Espriella acusou Petro de tentar um “golpe de Estado” e convocou as Forças Armadas a protegerem a Constituição e desobedecerem a ordens contrárias do atual presidente. “Acabei de instruir o Vice-Presidente eleito da República a suspender imediatamente o processo de integração ao governo corrupto que está encerrando seu mandato, um governo que, com suas decisões e sua conduta, pretende destruir a Colômbia“, disse Abelardo no Twitter (tradução livre do espanhol).
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“Meu dever é proteger os interesses da Nação e garantir uma transição séria e transparente a serviço dos colombianos, nunca legitimando o desastre ou o desrespeito à ordem constitucional. Ao longo da manhã, me dirigirei à Nação por meio das minhas redes sociais para explicar a todos os colombianos os motivos dessa decisão e as medidas que adotarei imediatamente”.
Espriella chamou o governo de Petro de “corrupto” e alegou ter encontrado indícios de irregularidades, sem apresentar provas. Petro respondeu chamando Espriella de “despreparado” e alertou para o risco de “autoritarismo quase totalitário” com o novo governo.
Petro afirmou que houve manipulação por softwares estrangeiros, mas não apresentou evidências. O Conselho Nacional Eleitoral e observadores internacionais confirmaram a vitória de Espriella e destacaram a transparência do processo. Espriella, apoiado por Donald Trump, promete reduzir o Estado em 40%, incentivar o setor privado e endurecer o combate a guerrilhas e cartéis, em contraste com a agenda de paz de Petro. A esquerda, liderada por Petro e Iván Cepeda, prepara resistência organizada ao novo governo.
O cenário aponta para uma Colômbia profundamente polarizada, com disputas não apenas pelo poder, mas pela narrativa sobre a legitimidade democrática.
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