
O agravamento das apurações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva elevou a pressão nos bastidores do governo federal e desencadeou um clima de cobrança entre os interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Membros do PT ligados a Lula criticam a postura reservada de parte dos ministros diante do desgaste e cobram a criação de uma espécie de “escudo” político para preservar o chefe do Executivo.
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A avaliação de aliados é que o presidente não deve centralizar sozinho as respostas sobre o caso. Para o grupo, os argumentos contrários ao noticiário — que foram expressos por Lula durante entrevista ao Jornal Nacional — deveriam ser amplificados por mais nomes do primeiro escalão.
A estratégia traçada prevê reforçar três pontos centrais: o compromisso da gestão contra desvios, a autonomia da Polícia Federal no comando das apurações e o respeito ao princípio da presunção de inocência.
Como a PF é subordinada ao Ministério da Justiça, parte dos apoiadores considera que caberia à pasta adotar uma postura mais firme no combate ao vazamento de dados do processo que envolve Lulinha.
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O descontentamento também atinge a direção do PT. Integrantes da base defendem que a sigla assuma o protagonismo público para rebater as acusações e ressaltar a conduta imparcial do Executivo diante do trabalho policial.
Entretanto, aliados admitem, em caráter reservado, o impasse gerado pelo tema no arco de alianças. Existe o receio de que manifestações mais incisivas sejam interpretadas pela opinião pública como um endosso irrestrito a Lulinha ou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, sobretudo em período eleitoral.
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