
A deputada petista Benedita classificou como “barbaridade” a lei aprovada pelo Senado que revoga diretrizes do Conanda sobre atendimento a meninas vítimas de violência sexual, dificultando o acesso ao aborto legal em casos de estupro.
As falas aconteceram no programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247. Ela relatou ter sido violentada na adolescência e destacou as marcas de vergonha e culpa que recaem injustamente sobre as vítimas.
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A beldade enfatizou que a lei transfere a culpa às meninas estupradas, enquanto os agressores ficam sem responsabilização. Criticou também a ausência de estrutura para acolhimento de crianças geradas em decorrência da violência sexual.
A deputada afirmou que “ninguém é a favor do aborto” e defendeu políticas de prevenção, como distribuição de contraceptivos, além do endurecimento das penas contra estupradores. A parlamentar denunciou que a lei foi aprovada sem necessidade de sanção presidencial, impedindo o veto de Lula, e acusou o Congresso atual de agir contra ciência, cultura e desenvolvimento.
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Como evangélica, Benedita criticou a instrumentalização da religião por setores políticos para impor pautas moralizantes sem oferecer proteção real às vítimas. Reforçou que sua referência é a Constituição brasileira, além da Bíblia como guia pessoal de fé.
“Ninguém é a favor do aborto. Ninguém quer o aborto. As pessoas querem viver”. Ela defende que a meta deve ser a prevenção, e não desproteger as vítimas.
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