Dino causa revolta após determinar fim das aposentadorias compulsórias de juízes

Dino toma atitude polêmica

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Ministro do STF, Flávio Dino (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Ministro do STF, Flávio Dino (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, há apenas 2 anos no cargo, causou revolta novamente no meio judiciário ao determinar o fim das aposentadorias compulsórias dos juízes.

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O STF decidiu que juízes condenados por crimes graves (como corrupção, venda de sentenças e assédio) não poderão mais se aposentar compulsoriamente com remuneração. A única penalidade cabível passa a ser a perda definitiva do cargo.

Agora, após condenação pelo CNJ, a Advocacia-Geral da União (AGU) deve ajuizar ação diretamente no STF para que a perda do cargo seja decretada judicialmente. O relator Flávio Dino afirmou que manter salários a magistrados infratores fere o princípio da moralidade administrativa. Ele destacou que a Reforma da Previdência de 2019 já havia revogado tacitamente a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar.

A vitaliciedade não significa que alguém ingressará no Reino dos Céus de beca e de capa. Não, não ingressará“, disparou. “E lá a roupa não é preta, é branca. Dos anjos“, prosseguiu.

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Dino determina fim da punição com aposentadoria

A Procuradoria-Geral da República recorreu, defendendo que a mudança deveria ser feita pelo Congresso e alertando para riscos à independência da magistratura. O recurso foi rejeitado pela Primeira Turma. Em 20 anos de funcionamento do CNJ, 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória, mantendo rendimentos mesmo após condenações por condutas graves.

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Flávio Dino Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
Flávio Dino Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O CNJ e a AGU estão estruturando novos procedimentos. A perda de cargo aprovada pelo CNJ precisará ser referendada pelo STF, garantindo o devido processo legal e evitando punições sumárias.

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“A aposentadoria compulsória, materializada na inatividade remunerada do magistrado que comete infração, era uma exceção à regra da moralidade administrativa e à regra da perda do cargo”, disse Dino em sua decisão.

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