Em meio a tensões econômicas, governo nega relação entre ida de Lula ao G7 e novas taxas

O Brasil decidiu não solicitar uma reunião bilateral

Flavia Manta
Flavia Manta
Estudante de Rádio e TV pela Universidade Anhembi Morumbi, desde 2025. Apaixonada pelo mundo das notícias e fofocas, trazendo a comunicação como forma de redação.
    Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pilotando ônibus Foto: Ricardo Stuckert/PRPresidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pilotando ônibus Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo federal vem trabalhando nos bastidores para afastar a imagem do presidente Lula de qualquer relação direta entre sua ida ao G7, na França, e o recente “tarifaço” imposto pela gestão de Donald Trump contra os produtos brasileiros. De acordo com a analista Isabel Mega, da CNN, o Brasil inclusive abriu mão de pedir uma reunião de cúpula reservada com a comitiva norte-americana.

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A narrativa oficial do Planalto é que os interesses do país no evento ultrapassam as barreiras alfandegárias de Washington, mesmo que a crise comercial sirva de cenário para o embarque. Com isso, uma eventual conversa entre Lula e Trump se limitará a um aperto de mãos de corredor, de forma espontânea. “Essa conversa formal não está nos planos da viagem até o momento”, apontou a analista.

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Estratégia de defesa técnica Por outro lado, o Brasil não jogou a toalha e ainda tenta barrar ou aliviar o imposto de 25% anunciado dias antes da cúpula do G7. A punição financeira é fruto da Seção 301, um mecanismo de fiscalização comercial dos Estados Unidos.

Técnicos do governo brasileiro têm contestado cada item da investigação que mira o país, o que inclui cobranças americanas sobre o funcionamento do Pix, o controle do desmatamento e a balança comercial entre as nações. “A equipe brasileira já vem gastando bastante energia há mais de um ano para esclarecer que as acusações americanas são frágeis”, afirmou a jornalista da CNN.

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No G7, Lula deve adotar a tática de mandar indiretas coletivas em vez de confrontar Trump diretamente. O foco do presidente será bater na tecla do livre mercado global e condenar o isolacionismo. “O tarifaço serve como o exemplo perfeito do protecionismo que Lula costuma criticar quando discursa lá fora”, arrematou Isabel Mega.

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