
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) classificou a nova investigação da Polícia Federal como uma “pesca probatória”, ou seja, uma busca por indícios sem base concreta para abertura de inquérito.
Entrevista à Revista Fórum. A defesa do rapagão expôs a diferença entre Lula e Bolsonaro. O advogado Marco Aurélio Carvalho destacou que Lula devolveu independência à Polícia Federal, enquanto Bolsonaro teria trocado diretores para proteger sua família. Ele lembrou da interferência de Bolsonaro que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
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A defesa criticou a autorização do ministro André Mendonça para o novo inquérito, considerando a decisão “estranha” e sem acesso ao processo que motivou a investigação.
Lulinha é acusado de tráfico de influência em negócios ligados ao comércio de canabidiol, mas a defesa afirma que não há provas ou detalhes concretos sobre o suposto esquema. Carvalho ressaltou que, se não fosse filho do presidente, o inquérito provavelmente nem teria sido instaurado.
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A primeira investigação concluiu sem indiciar Lulinha, apesar de alegações de envolvimento com o operador “Careca do INSS”. A quebra de sigilo mostrou movimentações financeiras compatíveis com suas empresas, sem evidências de repasses ilegais. Agora, a PF alega que houve tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde em favor da empresa World Cannabis, ligada ao “Careca do INSS”.
Em suma, a defesa de Lulinha argumenta que a investigação é politicamente motivada e sem provas concretas, contrastando a postura de Lula com a de Bolsonaro em relação à independência da Polícia Federal.
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