Em telefonema, Lula e Macron articulam postura contra os Estados Unidos

Lula e Macron condenam ataque à Venezuela e rejeitam proposta de paz de Trump em alinhamento estratégico.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Lula, Macron e Trump (Foto: Montagem/Agência Brasil)
Lula, Macron e Trump (Foto: Montagem/Agência Brasil)

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron, da França, formaram uma frente comum contra as últimas movimentações dos Estados Unidos nesta terça-feira (27).

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Em uma conversa telefônica de cerca de 60 minutos, os dois mandatários miraram o ex-presidente Donald Trump e o governo atual.

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Lula e Macron travam acordo contra política externa dos EUA

O alvo principal foi a proposta de um “Conselho de Paz” feita por Trump. Lula e Macron foram unânimes em cravar que qualquer movimento nessa área deve respeitar as instituições globais.

De acordo com o Palácio do Planalto, ambos concordaram que “iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”.

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O outro ponto de convergência foi a condenação ao recente ataque militar dos EUA à Venezuela. Os líderes repudiaram publicamente “o uso da força em violação ao direito internacional” e reforçaram a necessidade de se buscar estabilidade na região.

Apesar das críticas em comum a Washington, a agenda positiva entre Brasil e França também avançou. Lula aproveitou a ligação para fazer um forte apelo em defesa do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tratando-o como uma prioridade estratégica.

Para o presidente brasileiro, o tratado é “uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”.

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O momento é crucial, pois o Parlamento Europeu enviou o acordo, assinado no dia 17, para uma análise judicial. O Tribunal de Justiça da União Europeia vai decidir se o pacto está em conformidade com as leis do bloco. Um parecer negativo pode travar ou até mesmo afundar o acordo, que já levou 26 anos para ser fechado.

Para mostrar que a parceria é verdadeira, Lula e Macron estabeleceram um prazo: concluir todas as negociações bilaterais em andamento até o final do primeiro semestre deste ano.

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Amanda Souza
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