
Seis carros teriam deixado a residência de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, em uma estratégia para dificultar a identificação do veículo que levaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina.
Reportagem revela estratégia para esconder a “viagem” de Flávio Bolsonaro
De acordo com o jornal “Clarín”, ao menos três jatinhos particulares também foram mobilizados para garantir alternativas de saída do país. A princípio, Flávio teria fretado um avião para viajar de Brasília até a região de Foz do Iguaçu (PR). No entanto, o proprietário desistiu do voo logo após Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes e não deixasse o Brasil.
Com isso, a família percorreu mais de 1.600 quilômetros de carro até a Argentina. Ainda conforme o veículo argentino, representantes dos Estados Unidos (EUA) teriam ajudado a organizar o trajeto e os procedimentos no aeroporto de Puerto Iguazú.
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Parlamentar teria usado acesso reservado para chegar ao jatinho
A reportagem também afirma que funcionários argentinos foram afastados de parte da operação. E que outros aviões ficaram preparados para possíveis rotas alternativas, inclusive pelo Paraguai. O presidente Javier Milei teria enviado seu assessor Santiago Caputo à região para auxiliar na movimentação.
Flávio e a família teriam chegado ao aeroporto por um acesso direto à pista. Isso antes de uma caminhonete branca aparecer nas imagens registradas por emissoras de televisão na noite de terça-feira (27/10). Segundo o jornal, o parlamentar já estava dentro da aeronave naquele momento.
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EUA e Argentina negam participação
Apesar das informações, os governos dos EUA e da Argentina não confirmaram envolvimento na operação. Neste sábado (31/10), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, desmentiu que o governo norte-americano tenha ajudado Flávio a deixar o Brasil.
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