
A deputada federal (PSOL-SP) Erika Hilton acionou a Polícia Federal contra perfis que incitaram vilipêndio de cadáver, necrofilia e estupro em comentários sobre a morte de Maria Eduarda, chamando isso de crime, misoginia e incitação.
Maria Eduarda, de 21 anos, morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto (SP), porque a corda de segurança não foi fixada ao seu corpo. Três operadores foram detidos em flagrante por homicídio com dolo eventual, já que assumiram o risco de morte ao não realizar a checagem básica de segurança.
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O salto era cobrado a R$ 180 e conduzido por grupos informais sem empresa constituída, sem protocolos de segurança e sem regulamentação específica no Brasil. Diferente do bungee jump, rope jump usa cordas estáticas presas ao corpo. Exige protocolos rígidos, como checagem dupla, que não foram seguidos no caso.

Especialistas classificaram a falha como “erro grotesco” e defendem regulamentar a prática em vez de proibir, para garantir segurança.
“Estou denunciando à Polícia Federal diversos perfis que incitaram o estup*o, a necrofilia e o vilipêndio do cadáver da jovem Maria Eduarda. Maria Eduarda faleceu aos 21 anos, vítima de um grupo de “rope jump” que atirou o seu corpo de uma ponte sem checar a fixação da corda”, disse Erika Hilton.
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“É tenebroso que comentários como “hoje tem festa no IML” sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada. Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF. Não podemos permitir que a falta de moderação e de responsabilidade das big techs, que lucram bilhões de dólares, continue a normalizar tantos horrores”, finalizou.
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