
O senador Flávio Bolsonaro (PL) rejeita a possibilidade de um convite ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro para assumir o Ministério das Relações Exteriores caso vença as eleições presidenciais de outubro, segundo aliados próximos, que reconhecem preocupações crescentes no meio empresarial com essa possibilidade.
Durante um almoço em Brasília, seis dirigentes da indústria criticavam a política externa do governo Lula (PT) e direcionavam suas falas mais ácidas ao assessor internacional da Presidência da República, Celso Amorim.
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Até que um deles, mesmo reiterando as críticas, levou o seguinte questionamento à roda de empresários: e se Eduardo, hoje morando nos Estados Unidos e tido como um embaixador informal do bolsonarismo no exterior, for designado pelo irmão para comandar o Itamaraty?
A reação dos demais homens de negócios, segundo a CNN Brasil, foi de rechaço unânime à hipótese. Todos eles associaram o filho Zero Três do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao tarifaço de Donald Trump contra produtos brasileiros, à proximidade com líderes mundiais da direita antiglobalista e ao debate de temas relacionados à agenda de costumes, que pouco cativam o empresariado.
Flávio Bolsonaro rejeita irmão no governo
No entanto, de forma reservada, um interlocutor direto de Flávio afirma que ele pretende valorizar as contribuições do irmão na área internacional caso chegue ao Palácio do Planalto, mas não cogita nomeá-lo para o Itamaraty e quer privilegiar a diplomacia profissional.
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De acordo com esses aliados, pode-se pensar na indicação de Eduardo para um posto menos estratégico nos Estados Unidos, onde continuaria atuando e facilitando contatos para um eventual governo Flávio, mas sem protagonismo. A título de exemplo, segundo relatos, fala-se no filho Zero Três como um potencial embaixador do Brasil junto à OEA (Organização dos Estados Americanos). A entidade tem sede em Washington.
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