
O governo do presidente Lula deu de ombros sobre a pressão que Flavio Bolsonaro teve contra o tarifaço, tudo começou quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) comunicou sua intenção de viajar aos Estados Unidos para acompanhar uma audiência pública agendada para o dia 6 de julho.
O evento debaterá os reajustes tarifários aplicados ao Brasil pela gestão de Donald Trump. Conforme informações obtidas pela analista de Política da CNN, Isabel Mega, o Palácio do Planalto encara o movimento com descrença, reduzindo a importância e o poder de articulação do pré-candidato à Presidência no desfecho desse impasse.
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Interlocutores da diplomacia do país consideram que o parlamentar carece de força real para modificar os rumos das conversas sobre o “tarifaço”. “Certas fontes chegam a recorrer a termos mais duros, apontando que Flávio estaria promovendo uma espécie de encenação diante do cenário”, explicou Isabel Mega, lembrando que a medida envolve taxas que ameaçam prejudicar fortemente múltiplos segmentos do mercado nacional.
O encontro público em pauta foi estruturado, prioritariamente, para manifestações de empresas privadas e representantes sociais. Por essa razão, a gestão federal não projeta uma participação enérgica na ocasião, planejando apenas designar um funcionário da embaixada para observar os debates e registrar os pontos abordados. De acordo com Isabel Mega, o Executivo tem argumentado que esse comitê não se consolida como o ambiente correto para as negociações do corpo técnico do Brasil, reforçando que os diálogos bilaterais de rotina seguem acontecendo toda semana.
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Outros contatos consultados pela jornalista, alinhados à ala política governista, avaliam ainda que a viagem do senador para solo americano configura “uma jogada perigosa” para o próprio prefeiturável, indicando que haveria “uma dose de aflição” em sua postura. Esses mesmos interlocutores passaram a carimbar Flávio com o apelido de “tariflávio”, amarrando o nome do político ao pacote de impostos dos EUA, além de apontarem que integrantes do clã Bolsonaro teriam, em momentos anteriores, atuado em benefício das tarifas.
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