
A campanha de Lula pediu ao TSE a cassação de Flávio Bolsonaro alegando suspeitas de financiamento irregular ligado ao filme Dark Horse e a estruturas financeiras sob investigação, mas ressalta que as acusações ainda serão examinadas pela Justiça Eleitoral.
A campanha protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no TSE pedindo a cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro e investigação por suposto financiamento eleitoral ilícito e abuso de poder econômico.
A ação questiona movimentações de cerca de R$ 69 milhões relacionadas ao filme Dark Horse, uma produção sobre Jair Bolsonaro. Segundo a petição, esses recursos podem ter beneficiado politicamente a campanha de Flávio Bolsonaro.
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Também são citados como investigados Eduardo Bolsonaro e Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa. A coligação pede a inelegibilidade de Flávio e Eduardo por oito anos.
A petição sustenta que parte do dinheiro teria passado por estruturas financeiras que aparecem em investigações sobre lavagem de dinheiro e possíveis ligações com o PCC. A campanha pede que a Justiça esclareça a origem e o destino desses recursos.
Um dos focos da ação é a participação do empresário Daniel Vorcaro e de operações envolvendo empresas e fundos de investimento, incluindo transferências internacionais para o fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos.
A campanha de Lula argumenta que o filme poderia ter funcionado como instrumento de promoção política, especialmente por retratar a trajetória de Jair Bolsonaro e por envolver membros da família Bolsonaro.
O pedido também inclui medidas como quebra de sigilos bancário e fiscal, perícias contábeis e rastreamento das transferências financeiras para identificar eventuais beneficiários e verificar se houve uso eleitoral irregular dos recursos.
As acusações ainda dependem de apuração judicial. O protocolo da ação não comprova irregularidades nem demonstra que recursos do PCC tenham financiado campanha eleitoral. Caberá ao TSE analisar as provas e decidir sobre os pedidos.





