
Michelle Bolsonaro, presidenta nacional do PL Mulher, afirmou que apoiará a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), mas apenas “no momento certo”.
Contudo, em declaração nas redes, ela criticou sem citar nomes “escarnecedores” e “traidores”, reforçando tensões internas no grupo bolsonarista. Dessa vez ela não citou uma passagem bíblica, e sim uma frase solta de própria autoria, colocada sem contexto nos stories, após a reunião do PL Mulher.
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“Perdoar, eu quero e perdoo a todos. Mas não tentem me fazer sentar na roda dos escarnecedores e traidores“, disparou a beldade, atual esposa do 38.º presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tendo sido a primeira-dama do país até 1° de janeiro de 2023.
Michelle destacou que continuará atuando para ampliar o apoio entre eleitoras mulheres e evangélicas, consideradas bases fundamentais para a direita em 2026. Contudo, a ausência de um apoio imediato gerou insatisfação entre aliados de Flávio, que esperavam uma demonstração pública de unidade familiar, segundo a coluna Radar de Robson Bonin na Veja.
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Depois do lançamento da pré-candidatura do deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF) à Câmara dos Deputados, a quem ela declarou apoio, indagada por jornalistas se pretendia ou não declarar apoio a campanha de Flávio, Michelle disparou: “No momento certo, com certeza. No momento, agora quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”.
Flávio Bolsonaro enfrenta desgaste após o vazamento de áudios ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, o que intensificou disputas internas no bolsonarismo. Há suspeitas de envolvimento de pessoas próximas a Michelle, mas seu grupo refuta essa tese.
Divergências também aparecem na formação de palanques estaduais, como no Ceará, onde aliados de Michelle apoiam nomes rejeitados pelos filhos de Jair Bolsonaro, como Ciro Gomes.
Apesar das tensões, ela continua sendo vista como uma figura influente no campo conservador, e seu eventual engajamento poderá ser decisivo para mobilizar segmentos importantes do eleitorado. Michelle mantém a decisão de não declarar apoio explícito agora, alimentando dúvidas sobre a unidade da família Bolsonaro às vésperas da eleição.
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