
A equipe responsável pela segurança da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reforçou o esquema de proteção adotado em seus deslocamentos e compromissos públicos após identificar um aumento do risco de hostilidades.
A decisão foi tomada depois de meses de monitoramento da escalada de ataques virtuais direcionados à ex-primeira-dama e da avaliação de que esse ambiente pode estimular agressões fora das redes sociais. As informações são do jornal O Globo.
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De acordo com fontes do jornal, o esquema de segurança passou por uma reformulação nos últimos dias. Entre as medidas adotadas estão o aumento do efetivo responsável pela proteção de Michelle, a revisão dos protocolos operacionais e das estratégias utilizadas em deslocamentos e eventos públicos.
Os responsáveis evitam detalhar as mudanças por considerarem que a divulgação dessas informações poderia comprometer a eficácia da segurança. A avaliação da equipe é que os ataques dirigidos à ex-primeira-dama deixaram de ser episódios isolados para se transformar em uma campanha recorrente nas redes sociais.
Segundo os responsáveis pela proteção, esse movimento ganhou força nos últimos meses com a atuação reiterada de perfis que passaram a concentrar publicações ofensivas contra Michelle. O receio é que esse ambiente produza o chamado “efeito copycat” — quando ataques repetidos acabam estimulando novas manifestações semelhantes, inclusive fora do ambiente virtual.
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Integrantes da equipe afirmam que o monitoramento passou a considerar não apenas ameaças diretas, mas também o potencial de discursos e manifestações públicas alimentarem esse ambiente de radicalização. Na avaliação deles, embora a maior parte das agressões permaneça restrita às redes sociais, o histórico recente de episódios de violência política no país exige que qualquer aumento do nível de hostilidade seja tratado de forma preventiva.
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