
Os ministros do STF tiveram receio de uma eventual soltura de Jair Bolsonaro antes do segundo turno.
Segundo a reportagem de Malu Gaspar no Globo, ministros do STF temiam que Kassio Nunes Marques concedesse uma liminar para libertar Jair Bolsonaro antes do segundo turno das eleições presidenciais, por entenderem que isso poderia influenciar o cenário político.
Após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma trama golpista, seus aliados passaram a mapear possíveis votos no STF para tentar reverter a condenação por meio de um pedido de revisão criminal. O relator desse pedido é Kassio Nunes Marques.
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Aliados do PL consideram Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux os ministros mais propensos a acolher o pedido da defesa. Já Alexandre de Moraes e Flávio Dino seriam vistos como votos contrários.
A composição atual do STF é considerada relevante para essa estratégia, especialmente por haver uma vaga aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o que alteraria o número de votos necessários para favorecer Bolsonaro.
Especulações envolvem possíveis posicionamentos de ministros como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e até Edson Fachin, embora a própria matéria apresente isso como avaliações de bastidores de lideranças do PL.
Em 28 de outubro de 2026, Nunes Marques deu prazo de dez dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o pedido de revisão criminal. A PGR já se posicionou contra revisão semelhante anteriormente, o que torna as chances de êxito da defesa mais limitadas.







